Grande Entrevista

Jorge Bengue // Crimes de outras realidades? A polícia também vê televisão

Encontrámo-nos na área de Talatona e conversámos num ambiente “neutro”. Jorge Bengue, um oficial de academia, tratou de procurar manter uma postura pedagógica, querendo transmitir confiança. Parece ser esta a postura que assume como polícia.


Luanda tornou-se numa cidade mais insegura nos últimos anos, é o que se depreende das notícias que vão surgindo. Concorda?

Não. O que se passou é que Luanda cresceu, desenvolveu-se. Nós, quando falamos de desenvolvimento, temos a tendência de nos atermos aos aspectos positivos desse mesmo desenvolvimento. Falamos das infra-estruturas, dos consultores, dos novos serviços, etc. Falamos do mundo bom, um mundo que se insere no processo de globalização … o lado negativo, o dos problemas, infelizmente, também teve o seu crescimento, da mesma forma que cresceu a população. Os problemas não ficaram atrás. É por causa disso que, antigamente, tínhamos determinados hábitos e hoje temos outros.

Eventualmente não teríamos alguns desses hábitos em Angola, no passado. Provavelmente seriam hábitos de outras realidades. E é normal que a nossa maior inserção no mundo tenha trazido também os tais hábitos. Por exemplo: desde o último ano passámos a ter casos de assaltos a bancos, as primeiras ocorrências.

Trata-se de uma realidade que não era nossa. Nisto de globalização, tanto importamos coisas boas como coisas más. Tanto saímos e levamos ao estrangeiro o que é nosso, bom ou mau, como recebemos estrangeiros para virem investir em Angola com aspectos positivos, como os que vêm fazer dinheiro com aspectos negativos …


Mas olhando para Luanda, havia a preocupação com o roubo de telefones, o roubo por esticão … agora o que mudou foi que esse tipo de crime se deslocou para a periferia ou foi totalmente substituído?

Esses crimes foram, de certa forma, substituídos por crimes mais lucrativos. Descobriu-se que em vez de roubar um telemóvel, eventualmente um armazém, um escritório com cofre ou uma bomba de gasolina… ou mesmo um banco podem conter um valor maior que aquele que o telemóvel tinha. É esta a lógica. O próprio assaltante passou a ser um pouco mais exigente na obtenção do seu benefício. Já não se contenta com pouco. É a tal lógica do crescimento de que falámos no início. Não digo que tenha acabado o pequeno furto ou o roubo do telemóvel, não acabou. Simplesmente estamos a ter uma incidência nos grandes roubos, os grandes desfalques …


Mas as bombas de combustível, os bancos e os grandes armazéns são locais onde encontramos, sempre, segurança armada visível. São locais que, por natureza da sua própria actividade, deveriam ter outros esquemas complementares de segurança, como alarmes, trancas automáticas, segurança electrónica, etc.

A protecção armada é apenas uma fachada dissuasora, mas iludível, e o resto é só facilidades?

É importante falar-se nisso. Nós ainda não consideramos a segurança como sendo um factor fundamental para a qualidade das nossas vidas. Estou a falar no desprezo, algum, mas existente, da colocação da segurança no segundo plano em várias instituições. Um indivíduo que vai montar um negócio, uma instituição bancária, um armazém, ou outro negócio qualquer, ele pensa em tudo … pensa no cliente, no lucro, etc., e coloca a segurança num plano que se calhar não nos interessa procurarmos. Quando o assaltante testar até que ponto o sistema de segurança daquele local funciona, e normalmente o seu teste sai com sucesso, porque acaba por entrar com alguma facilidade … Só aí se descobre que afinal a segurança é importante, quando tem prejuízos, ou quando começa a perder clientes. Os bancos e os armazéns cabem como exemplos. O banco é uma casa onde se guarda dinheiro … logo, não existe sítio melhor para um ladrão do que ir ao banco. É lá onde ele encontra dinheiro em grandes quantidades. Por causa disso é que o serviço bancário, todo ele, a começar pela própria infra-estrutura … o edifício, os vidros, as portas, o cofre … os funcionários, todos estes aspectos têm de ser adaptados a uma segurança específica. Incluindo o próprio funcionário. Vamos por partes: o que temos de funcionários? Temos como funcionários indivíduos formados meramente na sua função bancária, o serviço normal de atender clientes, realizar operações, etc., coisas próprias dos cursos de formação bancária. Agora, a experiência prova que temos algum vazio em termos de procedimentos e de precauções ou cuidados que devem ser tidos pelos funcionários, na gestão da informação sobre o local onde trabalha (para que certas informações não caiam nos ouvidos de pessoas indesejadas). Tudo isso ainda é desprezado, não é tema de formação.

Vamos também olhar para o indivíduo contratado para fazer a segurança ao banco. Parece ser igual.

É um indivíduo … e vou dar um exemplo concreto com um assalto realizado no bairro popular, numa dependência do BPC onde havia dois guardas, supostamente armados.

Eles simplesmente guardaram as armas num cacifo na parte de trás do banco no compartimento onde trocavam de roupa. Foram fardar-se e deixaram lá o armamento…


Isso era rotina ou aconteceu apenas naquele dia?

No caso deles, penso que terá sido uma coincidência, mas falta a noção da dimensão, ou da importância do trabalho que exercem. Estamos a partir deste caso para dizer que iguais a este há muitos outros casos em que o indivíduo está aí, no posto, e facilmente se deixa enganar por um suposto colega, por exemplo, porque não domina procedimentos que se adquiririam com a formação adequada, não domina os regulamentos do exercício da segurança privada. Juntando isso numa empresa que não se preocupou em atender aos padrões de segurança, nem aos perfis das pessoas a recrutar, teremos um agente de segurança que, na verdade, não vale nada, vai ser uma mera presença e de segurança não vai oferecer muita coisa. Somando tudo isso vai-se ter todo um sistema de segurança com muitos fracassos, porque todos os intervenientes, quer o dono do banco, quer o dono da empresa de segurança, juntando todos, ninguém, na concepção daquele negócio, olhou para a segurança como factor fundamental para a preservarção do próprio negócio, para a preservarção da vida humana e para garantir a segurança na cidade de Luanda.

Não nos esqueçamos que estamos a falar de um serviço que é um complemento da segurança pública.


E nos assaltos aos bancos está assente o contributo de gente que veio de fora, angolanos e estrangeiros…

Temos angolanos que viveram fora e que aprenderam o outro lado da vida… temos angolanos que estiveram fora, uns para se formar e que voltam como engenheiros, economistas, juristas etc., como pessoas de bem que vão prestar os seus serviços em prol do bem-estar da nossa sociedade e do nosso país nas áreas da sua especialidade. Mas, da mesma forma, temos pessoas que foram para fora e que voltaram drogados ou com vícios que não são bons. Posto cá, já com o mal e com o vício, vai praticá-lo. Temos, de facto, pessoas que voltaram com alguns conhecimentos, ou sabedorias mais avançadas para fazer o mal … se lá fez e funcionou, aqui pode repeti-lo e funcionar “até porque aqui tenho mais vantagens porque o nosso sistema ainda não está tão avançado como o da zona de onde venho”. Estou a falar do Brasil e de países europeus de onde tivemos casos ligados a assaltos a bancos, a armazéns e a bombas de combustíveis … casos em que estiveram envolvidos indivíduos com fortes influências das vivências que tiveram no estrangeiro. Isso incluindo pessoas que lá vivem e…


Há “turismo de roubo”?

Poucos casos, mas já tivemos.

Deixe-me falar de um indivíduo que terá exercido uma grande influência sobre um grupo que felizmente está desmantelado, quase todos detidos, deve faltar um ou dois integrantes, que assaltavam, com alguma frequência, vários bancos em Luanda.

Trata-se de um homem com cerca de 50 anos e que vivia na Europa, entre a Bélgica e a Holanda, angolano, e que, pelo que viemos a saber, ele fez duas viagens a Luanda onde se reuniu com os rapazes do grupo para melhor os orientar. Estamos a falar de alguém que vive numa realidade aonde esta prática é um bocado mais aprimorada. Mas, felizmente, fruto da acção policial e da subida da preocupação que algumas entidades privadas foram ganhando com a segurança, hoje depois de tentativas consumadas e frustradas, vivemos um período mais calmo, embora falte muito para se mudar determinados comportamentos…

Em tribunal o polícia tem muitos agravantes

Isso coloca a polícia, imagino eu, numa situação complicada. Trata-se de uma realidade que envolve muito dinheiro. Como se combate esta realidade se a polícia assume que vai tendo problemas de “gasosa” em alguns dos seus agentes? O problema da má qualidade de alguns polícias, de alguns funcionários públicos, é um problema que todas as instituições devem ter como prioridade. Para fazermos bem o nosso serviço, e esse é o nosso lema, temos de fazer primeiro um trabalho interno. A polícia nunca esteve interessada, nem as nossas normas permitem termos pessoas que façam um duplo papel, prejudicando o cidadão por um lado e exercendo o serviço público de protecção do cidadão ao mesmo tempo. Temos mecanismos internos para estes casos, mas por isso mesmo é que também temos apelado à população, a beneficiária da nossa actividade, para que fiscalize também.

A polícia vai continuar a combater o tráfico de drogas com todos os meios e com todas as capacidades humanas, com a colaboração e experiências de outras polícias, por causa da complexidade do tipo de crime. Estamos atentos ao exercício da fiscalização dos nossos efectivos que estão voltados para este problema. Não teremos e nunca tivemos qualquer receio em responsabilizar criminal e disciplinarmente qualquer agente da polícia que opte por caminhos errados. Temos um regulamento disciplinar muito claro, ou é polícia e age como tal, respeitando as normas e princípios, ou quer violar esses princípios. Mas não se esqueça que em tribunal um polícia tem muitas agravantes. Nós, enquanto polícias, devemos ser os últimos a falhar na sociedade.


Há dois ou três anos ouvíamos oficiais da polícia dizer-se confiantes e pouco preocupados porque a maior parte do crime era de delinquentes, não profissionais … o quadro mudou?

O fenómeno da delinquência deve ser combatido desde as primeiras manifestações. Ou seja, se estivermos perante incivilidades, aqueles factos simples do indivíduo que não cometeu o crime mas está com tendências de comportamentos desviantes … a conduta que incomoda o bem-estar das pessoas, como fazer barulho, partir garrafas, etc., já temos de nos preocupar com isso. Se a conduta do adolescente começar a evoluir para pquenas agressões, pequenos furtos … mesmo falando de menores não imputáveis, mesmo assim é preocupantes. Se estivermos a falar de jovens com dezasseis anos a preocupação tem de ser maior. Porque o delinquente de hoje, o menor desviado de hoje, pode ser o criminoso amanhã. A criminologia já nos provou que este miúdo, se não for bem acompanhado no seu comportamento, poderemos perde-lo. Por isso existem nos outros países, onde se dá muita atenção a estas questões, vários centros de reabilitação ou de reeducação de menores. As próprias leis que tutelam a situação dos menores em risco ou em conflito com a lei têm como base esses pequenos desvios. Se a sociedade deixa andar porque é menor e daqui a pouco passa, é uma fase … pode ser uma fase que não passe e depois teremos um adulto bandido.

Já temos gente a viver unicamente do crime em Angola, ou o “nosso criminoso” ainda tem uma ocupação e depois “desenrasca” mais alguma coisa?

Já temos alguns jovens que fazem do crime o seu modo de vida …


E com boa vida?

Não diria boa vida, mas pessoas com algumas pequenas necessidades básicas minimizadas. Estamos a falar de jovens que roubam viaturas e vendem … há um circuito que liga quem rouba, o que vende, etc., estamos a falar de jovens que roubam as kínguilas … uns roubam e abandonam Luanda. Normalmente vão para o sul: Benguela, Kuanza Sul, e Huila e ficam por aí, ganhando tempo e a gastar o resultado do roubo. Em algumas províncias o custo de vida é menor que em Luanda. Ou seja, leva mais tempo a gastar o dinheiro nestas províncias.

Há ladrões que compraram camiões cisternas …


Montaram negócios

Montaram negócios com o fruto do roubo …


E gente que viva da extorsão?

A maior parte dos que vivem destes pequenos crimes são pessoas de certa forma inseridas numa família.

Famílias com problemas, com alguma instabilidade e, volta e meia, nas férias, nos ajuntamentos com amigos, vão desenvolvendo estas práticas …


Outro crime é o da droga, com a vertente do consumo e com a da venda. Não são propriamente os adolescentes ou jovens do musseques, os que se drogam com gasolina, de quem falo.

Há agora uma outra realidade, a das drogas pesadas… são mesmo aquelas mulheres, algumas quase analfabetas que são apanhadas como mulas, os únicos implicados no crime?

Esses implicados são aqueles a quem chegamos pelos indícios, pelo que nos forneceram as pistas, pela fiscalização que fizemos e pelas suspeitas levantadas. Em todo o mundo, na situação do tráfico de drogas, fala-se de um circuito. Há sempre um circuito que pode começar na Jamaica, por exemplo, passar pelo Brasil, Namíbia, enfim … e termos aí uma série de países em que se se puxar o fio envolverá muita gente.

Em Angola temos duas origens principais da maior parte da droga que cá entra que são os voos do Rio de Janeiro e São Paulo e, algumas vezes, da Nigéria … também da República democrática do Congo. O que se passa é que a nossa fiscalização no aeroporto permite detectar a presença de algo em algumas mercadorias… é claro que por vezes essa mercadoria é abandonada no aeroporto e há um importador, uma pessoa que vai lá levantar a mercadoria … quando fazemos a abordagem o fio pode ficar cortado aí, ou seja, ele pode assumir que a mercadoria lhe pertence e não termos mais nenhum indício para continuarmos…


Então não se chega ao “barão”.

As vezes não se chega a pessoa implicada mas que os factos não o demonstrem. Ou seja, nós investigamos o que nos levanta suspeitas de acordo com as informações que tivermos. E entendo porque levanta esta questão … muita gente diz que há pessoas que nós apanhamos e há pessoas que deveriam ser apanhadas e nós não inventamos. Mas nós não inventamos absolutamente nada, nós vamos onde aparecerem indícios, onde houver suspeitas. Aí nós vamos até ao indivíduo. Não se esqueça que há uns meses, nós chegamos até um oficial da polícia que estava implicado. Pelas informações e os contornos da própria investigação levaram-nos até uma quarta pessoa que era o suposto beneficiário da mercadoria que era o oficial da polícia que está detido a aguardar julgamento. Nós vamos onde os indícios nos levam.


E o consumo? Quem consome cocaína paga caro, isso não é para miúdos dos musseques. A polícia sabe onde se consome cocaína …

Alguns sim… estão no centro da cidade e, por causa disso mesmo, da fiscalização que nos levou a fazer determinadas autuações, é que nós viemos ao público lançar alertas, para acordar as famílias que sabem que os filhos frequentam aqueles lugares e fruto da fiscalização preventiva viemos a saber que repetidas vezes aqueles locais são frequentados por consumidores e pelo tráfico, porque quem consome tem quem lho venda … as discotecas, terraços de alguns edifícios e alguns bairros … na sua maioria são locais de ajuntamento de jovens, para convívio, sobretudo.


A polícia nunca cita as discotecas, os nomes. Prefere generalizar.

O que a polícia faz é, no desenrolar de uma operação, ou no fim de uma operação, se for o caso, nós dizemos que operamos na discoteca X e detectamos esta ou aquela operação.

Quando se fala de um problema que é este, por questões do próprio serviço policial e também para defesa do empresário que pode nada ter a ver com isso, não convém …


Nem todos os donos estão envolvidos, quer dizer …

Nem todos os donos e nem todas as discotecas ou bares têm o mesmo nível ou a mesma quantidade de consumidores. O que fazemos e continuaremos a fazer é operações de buscas de drogas nas discotecas, aí essa discoteca poderá ser citada sem qualquer problema. Não podemos é levar ao público uma informação que deve ser de consumo policial apenas...


O que terá levado ao aumento do consumo de drogas pesadas, subiu também o número de consumidores?

Os motivos são vários. A droga é um estimulante, há quem a consuma por prazer, há quem queira alienar-se do mundo, dos problemas, normalmente problemas familiares, há quem vá buscar coragem para praticar uma acção, que muitas vezes são criminosas … há os problemas do desemprego, etc. Os estudiosos apontam várias causas. Não estamos ainda em condições de falarmos, em termos quantitativos, como é que estamos em termos de números de consumidores, mas o certo é que durante muito tempo a droga pesada passava por Luanda e seguia para outros países. Hoje o nosso trabalho indica que muitas quantidades de drogas vêm para Luanda como destino final, o que significa que há clientes, consumidores …

Luanda está mais tranquila

Em suma, Luanda aumentou o número, ou o tipo de crimes e a polícia está a treinar-se melhor?
Luanda passou a ter, nos últimos dois anos, novos tipos de crimes, mas a polícia não foi apanhada em contra-mão. Porque a polícia também vê TV Globo (risos). A título de exemplo, nós temos unidades de desactivação de engenhos explosivos, temos equipas treinadas para efectuar resgates em casos de tomadas de reféns …

Que já têm acontecido em Luanda?
Não tem acontecido, mas estamos preparados …

Circulam informações sobre pessoas raptadas e trocadas por dinheiro …
Nada que nos tenha chegado por via oficial. Lamentavelmente há pessoas vítimas de chantagens e preferem resolver alguns conflitos sem dar a conhecer à polícia.
Há indivíduos que podem roubar uma viatura ou fazer um rapto e tentar obter vantagens negociando com as pessoas sem que a polícia se aperceba. Mas não temos ainda registos pessoais desta situação, ou deste fenómeno. Mas temos equipas treinadas para situações delicadas.
Para intervir em caso de tomadas de reféns em aviões, em bancos, ou noutros estabelecimentos. Nós não vamos atrás dos problemas, estamos a preparar-nos para certos tipos de crimes que esperamos que não aconteçam, mas preparamo-nos.  

Foi como ter a polícia canina antes da chegada das drogas pesadas …
Grande parte das apreensões de drogas que temos feito deve-se ao trabalho dos agentes caninos, nos terminais de mercadorias e no aeroporto, nalguns armazéns, nalgumas operações stop e nas entradas terrestres de Luanda.

Então ficamos tranquilos, a polícia está preparada …
A população pode ficar tranquila, pode continuar a contar com a polícia. A continuar com este casamento, não há nenhum fenómeno que vai criar instabilidade na nossa cidade. Luanda, nesta altura, podemos considera-la uma cidade …

Mas o casamento precisaria do apadrinhamento da EDEL e da ENE …
(risos) Vai-se lá chegar. Mas falando da segurança em Luanda, comparativamente com o que acontecia há uns três anos, estamos numa situação bastante mais calma. Hoje as pessoas falam no bairro, visivelmente, falam ao telefone, circulam em determinadas horas que num determinado momento não era possível fazer-se.
Há aqui um sentimento de segurança em determinados pontos e de uma forma geral em toda a cidade que não podemos comparar com alguns momento que já vivemos no passado.
É claro que não estamos satisfeitos, a nossa ideia é continuarmos a fazer para termos uma situação muito melhor do que esta.

 

Por: Fotos: Daniel Miguel Em: 16-07-2010 12:36:00
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