Fome
Marido mata esposa por falta de comida
Mário Adriano de Sousa, 35 anos, assassinou a senhora Maria Pedro Filipe Salomão, 39 anos, com quem vivia há nove anos por não ter levado dinheiro nem comida a casa, na sexta-feira, 31, na Samba.
O suposto assassino contou que esbofeteou a sua esposa porque ela havia saído de casa de manhã em companhia de uma amiga, com o compromisso de que iria lavar roupa para conseguir dinheiro que serviria para comprar alimentação e quebrar o “jejum forçado” em que se encontravam há dois dias.
“Contrariamente aos planos que havíamos traçado, ambas regressaram no final do dia totalmente embriagadas e eu não gostei e acabei por esbofeteá-la”, explicou.
Apesar da agressão, Maria Salomão não mostrou resistência e aceitou prontamente vender um dos seus bens a uma vizinha. Depois de efectuar o negócio, deu os 1.500 Kwanzas ao seu esposo para que fosse comprar a alimentação num dos mercados mais próximos.
“Não foram as chapadas que provocaram a sua morte, porque depois da pancada que sofreu ao cair no chão, ela estava boa e conseguiu ir até a casa da nossa vizinha que vive na rua de trás”, explicou o acusado.
A felicidade de Mário de Sousa aumentou ainda mais quando ao longo do caminho foi surpreendido pelo telefonema de um dos seus chefes, que lhe orientava a com parecer na empresa para levantar o seu ordenado. Radiante, segundo conta, não hesitou em mudar de rota e a dirigir-se para o seu local de serviço.
O clima de satisfação acabou quando, já no serviço, recebeu a informação dos seus parentes que devia regressar imediatamente para casa porque a sua esposa sucumbiu depois da briga.
Em pânico, Mário de Sousa ligou para o seu cunhado que se deslocou à sua residência. Este, por sua vez, optou por chamar as autoridades policiais para que fizessem a remoção do corpo e averiguassem as causas que levaram a sua parente a falecer.
O casal não tinha filhos.
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Eleidson Naval Santana e Barba-deaço eram tão amigos que até se
ajudavam a desfazer-se de brigas contra pessoas de outras paragens do
bairro.
O juiz-presidente da sessão, tenente general Cristo António Alberto,
revelou que dos mais de dez advogados de defesa dos 23 réus, apenas José
Ventura manifestou o desejo de consultar o processo. Só não lhe foi
facultado por causa dos constantes recursos que estavam vigentes.
O antigo comandante provincial de Luanda da Polícia Nacional, Joaquim
Vieira Ribeiro, terá achado que o malogrado Domingos Francisco João
“Joãozinho” pretendia denunciá-lo ao ministro do Interior e ao
comandante geral da Polícia, respectivamente Sebastião Martins e
Ambrósio de Lemos, por intermédio da sua ex-esposa Januária Miguel
Paulo, reeducadora da Cadeia Central de Viana.
A Polícia Nacional registou, entre 31 de Dezembro de 2011 e 1 de
Janeiro, 237 crimes diversos, mais 12 comparativamente a igual período
do ano transacto, de que resultaram a detenção de 226 cidadãos.
