Médico
Homicida precisa de tratamento
O chefe dos serviços de urgência do Hospital Psiquiátrico de Luanda, Jaime Sampaio, disse esta quinta-feira, 6, a O PAÍS que o paciente Benvindo Lopes necessita de fazer uma rápida intervenção forense em psiquiatria para se poder definir onde deverão enquadrálo.
“Ele devia ser internado em serviços prisionais específicos para doentes com transtornos mentais ou estar a beneficiar de uma medicação de contenção”, explicou Jaime Sampaio.
O médico considera que “se ele estiver fora das suas capacidades mentais deve beneficiar de outro tipo de tratamento específico, tento em conta que pode ter cometido o crime estando no seu quadro normal”. Jaime Sampaio declarou que o Benvindo Lopes esteve a receber tratamento nesta unidade hospitalar durante quatro meses e que estava a ter melhorias significativas.
“O que se passa é que muitas vezes as famílias acomodam-se quando encontram uma ligeira melhoria, abandalham as consultas externas e os pacientes deixam de ser seguidos”, salientou o médico, revelando que “há pacientes que por terem alguma melhoria, a família já não os controlam, páram de ser levados ao hospital e como estes transtornos mentais têm sido silenciosos, eles desenvolvem aquilo que chamamos de mentes criminosas”.
Sampaio descreve “mentes criminosas” como sendo os indivíduos que têm transtornos psiquicos e que podem cometer vários crimes a qualquer momento. Revelou que “os familiares são os principais vigilantes deste tipo de pacientes”.
O médico psiquiátrico considera ainda que o caso de Benvindo merece um acompanhamento de especialista de psiquiatria forense e deve cumprir a pena de prisão, mas com os devidos cuidados que precisa, porque pode representar riscos para os demais presos.
“Nesta altura ele devia estar a fazer um estudo que serviria para avaliá-lo e ,posteriormente, devia ser posto numa área de contenção para ser medicado, porque nesta altura podemos encontrar um indivíduo com uma linguagem coerente, com fugas de ideias e sem perceber porquê é que ele cometeu este crime”, concluiu.
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Eleidson Naval Santana e Barba-deaço eram tão amigos que até se
ajudavam a desfazer-se de brigas contra pessoas de outras paragens do
bairro.
O juiz-presidente da sessão, tenente general Cristo António Alberto,
revelou que dos mais de dez advogados de defesa dos 23 réus, apenas José
Ventura manifestou o desejo de consultar o processo. Só não lhe foi
facultado por causa dos constantes recursos que estavam vigentes.
O antigo comandante provincial de Luanda da Polícia Nacional, Joaquim
Vieira Ribeiro, terá achado que o malogrado Domingos Francisco João
“Joãozinho” pretendia denunciá-lo ao ministro do Interior e ao
comandante geral da Polícia, respectivamente Sebastião Martins e
Ambrósio de Lemos, por intermédio da sua ex-esposa Januária Miguel
Paulo, reeducadora da Cadeia Central de Viana.
A Polícia Nacional registou, entre 31 de Dezembro de 2011 e 1 de
Janeiro, 237 crimes diversos, mais 12 comparativamente a igual período
do ano transacto, de que resultaram a detenção de 226 cidadãos.
