Universidade

Falta de instalações atrapalha Faculdade de Letras da UAN

Embora seja a unidade orgânica mais jovem da Universidade Agostinho Neto, a Faculdade de Letras e Ciências Sociais, fundada em 2002, exibe um cortejo de problemas relacionados com a exiguidade de instalações, falta de professores e de desorganização na área académica.

A área dos Assuntos Académicos é a que mais chamou a atenção do reitor da UAN durante uma visita efectuada na passada terça-feira, 24, àquelas instalações pois, de acordo  com uma fonte daquela instituição de ensino superior, a mesma carece de uma organização, “na medida em regista falta de listas das pautas e falta de professores em muitos cursos”.

A ausência de recursos humanos qualificados para poderem cobrir a demanda estudantil (a faculdade tem inscritos mais de 13 mil estudantes) e ao elevado número de cursos ali ministrados, num total de 13, é outro problema constatado pelo reitor da Universidade Agostinho Neto.

Outro problema que assola a Faculdade de Letras e Ciências Sociais tem a ver com a exiguidade das instalações, aliada a sua dispersão pelas diferentes zonas da cidade de Luanda, o que dificulta a mobilidade dos docentes.

Para além do edifício sede, na Avenida Ho Chi Mim, a Faculdade de Letras e Ciências Sociais funciona com Pólos nas instalações da Força Aérea (FAA), no Futungo de Belas, no INE Marista e no Kapolo II (Polícia Nacional) e isso dificulta sobremaneira a mobilidade dos docentes.

Do mesmo modo, esta situação, “cria entraves relacionadas com a pontualidade e assiduidade, com a incidência no trabalho”, o que o reitor acha que devem ser corrigidos a breve trecho. A Faculdade de Letras e Ciências Sociais ministra os cursos de Literatura e Língua Africana, Literatura e Língua Inglesa, Literatura e Língua Francesa, Literatura e Língua Portuguesa, Gestão e Administração Pública, Sociologia, Psicologia, Antropologia, Comunicação Social, Secretariado, Filosofia e Ciências Políticas.

Na quarta-feira, 25, Orlando da Mata esteve com o mesmo propósito na Faculdade de Medicina. Ali, o reitor encontrou uma faculdade relativamente melhor organizada, comparada com o confrade das Letras e Ciências Sociais.

Ali, o problema prende-se com os ingressos. As quotas de admissão de estudantes são reduzidas, o que impede a entrada regular de novos candidatos. A promoção, bem como a qualificação dos docentes e a ausência de cursos de mestrados e doutoramentos são as preocupações que afligem a Faculdade de Medicina.

Falta de microscópios, para as aulas práticas do Departamento de Ciências Morfológicas, é outra situação que aflige os estudantes daquela unidade orgânica da UAN.

O reitor prontificou-se em ajudar e apoiar aquela faculdade na aquisição de equipamentos, nomeadamente os microscópios individuais e microscópios com filtros múltiplos, mas para o efeito instou a direcção no sentido de investir na realização de trabalhos de investigação científica, como forma de angariar fundos para financiamento das suas actividades.

As visitas efectuadas e as próximas a efectuar enquadram-se na estratégia que visa levar o apoio institucional da reitoria da UAN às direcções das unidades orgânicas recem empossadas.

O reitor, de acordo com a nossa fonte, pretende também constatar “in sito” a real situação nas mesmas e sobretudo dar um apoio para que elas apliquem a nova dinâmica de trabalho e cumpram com a prossecução de ensinar e formar com qualidade as nossas jovens gerações.

Acordos com congéneres do Brasil

A Universidade Agostinho Neto e as suas congéneres do Instituto de Ensino Superior Camões (IESC) e Faculdades Integradas Camões de Curitiba (FICA) do Brasil, assinam hoje, às 9h00, no salão nobre da reitoria da UAN, em Luanda, vários acordos de cooperação.

De acordo com uma fonte da reitoria da Universidade Agostinho Neto, os acordos serão rubricados pelos seus mais altos mandatários e visam fomentar a cooperação académica, científica e cultural entre as três instituições de ensino superior de Angola e do Brasil.

Reitor na reunião da AULP

Reitor da UAN, Orlando da Mata, deixa Luanda nos próximos dias com destino a Macau (China) para participar na Assembleia Geral da Associação das Universidade de Língua Portuguesa (AULP), soube O PAÍS.

Durante a realização da 20ª Assembleia Geral da AULP, a Universidade de Macau deverá assumir a presidência da agremiação. A UAN parte para este encontro na qualidade de vice-presidente, depois de em 2000 ter assumido a presidência.


Por: José Meireles Fotos: Jacinto Figueiredo Em: 30-08-2010 10:14:00
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