Ensino Superior

Angola forma doutores em ciências da terra

Angola será o primeiro país de África a ter um Centro de Excelência para a Educação de Ciências da Terra. O projecto, que conta com o apoio da UNESCO e que tem como parceiros o Banco Espírito Santo Angola (BESA) e o Instituto Planeta Terra (PEI, sigla em inglês), foi apresentado na terça-feira, 22, pela ministra do Ensino Superior e Ciências e Tecnologia, Maria Cândida Teixeira.

A candidatura para Angola albergar o Centro foi apresentada em Paris, França, no dia 18 de Fevereiro, na sede da UNESCO, onde estiveram Cândida Teixeira, Leonor Sá Machado, directora de marketing do BESA e Sita José, embaixador de Angola na UNESCO.

O projecto, de acordo com a ministra do Ensino Superior, obedece a uma certa tramitação para a sua aprovação e se a candidatura for bem sucedida, a formação de quadros começa já em Novembro deste ano.

O Centro de Excelência para a Educação de Ciências da Terra tem como objectivo promover o ensino de investigação, formar doutores no domínio das Ciências da Terra em Angola e em África, bem como fomentar a partilha de conhecimentos entre os diversos países.

O seu programa académico e actuação, serão definidos pelo Ministério do Ensino Superior e Ciências e Tecnologia, em cooperação com a Universidade Agostinho Neto, Instituto Planeta Terra e a Universidade de Newcastle da Inglaterra.

A primeira fase do projecto prevê formar cinco especialistas angolanos e igual número de outros países africanos, no prazo de cinco anos, que, por seu lado, formem um núcleo autónomo sedeado permanentemente no Centro, que deve, em princípio, ficar instalado no edifício do BESA, o principal investidor privado para a sua criação.

Para o reitor da Universidade Agostinho Neto, Orlando da Mata, o Centro de Excelência para a Educação das Ciências da Terra vai trazer múltiplas vantagens para o desenvolvimento do ensino superior a nível nacional, nas outras regiões do continente, uma vez que se teria investigadores e docentes capazes de responder as necessidades das universidades e do país.

O reitor acrescenta que a Universidade de Newcastle tem uma vasta experiencia nos ramos das Ciências da Terra, por isso, houve a necessidade da criação desta parceria.

Segundo garantiu, a formação quadros não será em massa uma vez que os custos são elevados, embora existindo o apoio do BESA.

Por: Manuel Lutomatala Fotos: Carlos Moco
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