economia petróleo

Sonangol compra à Daewoo cinco navios petroleiros

A Sonangol encomendou cinco novos petroleiros à empresa coreana, um negócio que envolve USD 344,7 milhões e adquiriu, no Brasil, o controlo da Starfish

A Sonangol, Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola, encomendou à empresa sul-coreana Daewoo Shipbuilding and Marine Engineering Co. a construção de cinco navios petroleiros Suezmax.

Os contratos relativos à encomenda, que envolve um valor global de USD 344,7 milhões, foram assinados no passado no passado dia 20 de Fevereiro em Lisboa.

Os petroleiros, com uma capacidade de 160 mil toneladas cada, serão entregues entre meados de 2011 e 2013. Os navios terão 274 metros de comprimento, 48 metros de boca e uma velocidade de cruzeiro de 15,4 nós.

Nam Sang-tae, presidente executivo da Daewoo, afirmou, em comunicado, que esta encomenda surge na sequência de uma longa relação entre a Daewoo e a empresa estatal angolana. Remonta a 1995 o relacionamento entre a Sonangol e a empresa coreana. Nesse ano, a petrolífera estatal encomendou cinco navios de transporte de gás natural e cinco petroleiros à Daewoo. Entretanto, a Sonangol chegou a acordo com a brasileira Petrobras para adquirir, em definitivo, a brasileira Starfish Oil & Gas, fundada em 1999, que passará a controlar a 100%. A Sonangol já controlava 18% da empresa.

O negócio foi avaliado pelo presidente da Sonangol Brasil, Cândido Cardoso, em USD 200 milhões. Com a aquisição da Starfish, transacção que começou a ser negociada em Agosto do ano passado, a Sonangol assume um portefólio de 23 blocos exploratórios, dos quais 20 em terra (onshore) e três no mar (offshore), em águas rasas. No conjunto, a Starfish mantém presença em sete bacias sedimentares brasileiras, como Campos e Santos, e numa em Angola. Segundo Cândido Cardoso o objectivo da Sonangol é assumir as operações dos três blocos offshore da Starfish - dois na Bacia de Campos e um em Santos. O destino das demais áreas em águas rasas será decidido após a aquisição. A Sonangol, através da sua subsidiária Sonangol Pesquisa e Produção SA, concretizou ainda este mês a compra de 20% da participação da Marathon Oil Corporation no Bloco 32.

Após esta operação, cuja data efectiva remonta a 1 de Janeiro de 2009, a Marathon passa a deter 10% no referido Bloco.

Novas descobertas

Refira-se, por outro lado, que tanto a brasileira Petrobras como a italiana ENI anunciaram, na passada semana, novas descobertas nos poços Nzanza-1 e Cinguvu-1, em águas profundas angolanas, localizados no Bloco 15/06, a cerca de 350 quilómetros ao noroeste de Luanda, tendo já dado início aos testes de produção. A petrolífera brasileira possui 5% de participação no Bloco 15/06, operado pela Eni Angola, que detém 35%. As restantes participações encontram- se repartidas pela Sonangol P&P (15%), a SSI Fifteen Limited (20%), a Total (15%), a Falcon Oil Holding Angola AS (5%), e a Statoil Angola Block 15/06 AS (5%).

Quando anunciou a compra da concessão, a Petrobras assinalou que o bloco está localizado numa região com grande potencial de exploração de petróleo, contando, na época, com 3,5 mil milhões de barris descobertos e uma produção de 600 mil barris diários. O Bloco 15/06 já contabiliza cinco descobertas de petróleo, incluindo os poços Cabaça Norte-1, Sangos e Ngoma, além dos poços Nzanza-1 e Cinguvu-1, estando programada a perfuração de poços exploratórios adicionais ao longo de 2010.

Os planos da Petrobras, empresa que detém os direitos de exploração em mais quatro concessões na costa de Angola, três delas como operadora, bem como num campo de produção, contemplam a perfuração de 11 poços em Angola até 2011. A petrolífera brasileira produziu, em 2009, uma média de 2,379 mil barris diários em Angola.

Fotos: O PAÍS
Nome

E-Mail

Comentário


Enviar Comentário


Voltar à homepage de O País

 

    Inovação

    Empresa converte plástico em ouro negro

    A Agilyx, uma empresa localizada em Oregon, Estados Unidos, criou um sistema para conversão de plásticos em petróleo, procurando assim “matar dois coelhos de uma só cajadada”: conter a poluição gerada por resíduos de plástico e minorar a eventual escassez de petróleo.   
     


    Petróleo

    Bloco 31 já conta com navio para a produção

    O projecto Plutão, Saturno, Vénus e Marte (PSVM), uma das estrelas da exploração em águas ultra profundas do off-shore angolano, acaba de receber um gigantesco navio de produção, armazenamento e descarga

     


  • Petrobras e Subsea
  • Petróleo

    Novo regime cambial para o sector petrolífero


    Parte das receitas das empresas petrolíferas, bem como pagamentos por estas efectuados que ocorrem na economia interna, vão ser objecto de nova regulamentação. O Governador do Banco Nacional de Angola (BNA), José de Lima Massano, está determinado em assegurar a estabilidade cambial e a reforçar a confiança no Kwanza para controlar os preços

    Por: Luís Faria
     


    Banca

    Sonangol confirma 14,9% no Millennium BCP

    O Millennium BCP informou formalmente, no passado dia 11 de Março, a entidade reguladora do mercado de capitais português, “na sequência de notícias que têm vindo a ser publicadas em diversos órgãos de comunicação social”, que “a Sonangol Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola, Empresa Pública, comunicou ser titular, nesta data, de 685.138.638 acções, representativas de 14,59% do capital social do Banco”.
    Fotos: D.R