Previsões
Pior já passou: Opep revê em alta procura global
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A procura mundial de petróleo aumentará, de acordo com o relatório da Opep referente a este mês, para 1,3 milhões de barris dias em 2010, ou seja, mais 190 mil barris diários que o estimado inicialmente. O consumo mundial indica o documento, ascenderá este ano a 85,78 milhões de barris de petróleo por dia, uma estimativa que supera em 0,22% a formulada no passado mês pela organização. As previsões da Opep para 2011 apontam para um crescimento da procura mundial, que poderá atingir os 86,95 milhões de barris diários. Apesar de este número representar um acréscimo de 0,14% em relação às últimas estimativas, a organização não deixa de referir que ele reflecte uma diminuição do aumento do consumo: enquanto de 2009 para 2010 a procura crescerá 1,56%, de 2010 para 2011 o aumento será um pouco inferior: 1,36%.A procura de petróleo junto dos países da Opep é agora estimada em 28,8 milhões de barris diários, o que representa um acréscimo de 0,3 milhões de barris diários em relação ao relatório anterior. Todavia, tal representa uma redução de 0,2 milhões de barris diários em relação ao último ano. Em 2011 a estimativa para a procura de petróleo produzido pelos países da Opep deverá atingir, em média, os 29,2 milhões de barris diários, mais 0,4 milhões de barris diários que no corrente ano, traduzindo, de igual modo, um acréscimo de 0,4 milhões de barris diários em relação às estimativas anteriores.
A revisão em alta efectuada pela Opep, em linha com as projecções divulgadas a semana passada no relatório anual da Agência Internacional da Energia (AIE) tem a ver com o aumento da procura de petróleo no terceiro e quarto trimestres deste ano. Nos países ricos, refere o documento, as expectativas foram superadas "como resultado de uma melhor actividade económica, que foi fomentada por vários planos de estímulo"."A América do Norte, a Europa e a região do Pacífico (países industrializados da Ásia e Oceânia) aumentaram o consumo de petróleo", evolução que, assinala o documento, se ficou a dever tanto ao aumento do consumo de gasolina durante as férias de verão nesses países quanto "à recuperação da actividade industrial".
No entanto, os analistas continuam a mostrar-se prudentes quanto à evolução do consumo de crude nos Estados Unidos, considerando que ela depende do modo como irá progredir a economia norte-americana", bem como das condições climatéricas ao longo do inverno que agora começou.
Em relação ao consumo na Europa Ocidental, a Opep destaca o aumento do consumo de petróleo em Setembro, o que acontece pelo terceiro mês consecutivo, contrariando a tendência verificada últimos dois anos.
Uma tendência positiva que, no entanto, se vê ameaçada "pelo endividamento de algumas economias europeias e pela contínua aplicação de rigorosas políticas fiscais sobre o petróleo". A organização acrescenta que a recuperação do consumo na região se deve principalmente à Alemanha.
A Opep reconhece que cresce o optimismo sobre as perspectivas para a actividade económica em 2011, adiantando, no entanto, que a recuperação económica vai evoluindo “em câmara lenta” e passa por “surpreendentes turbulências".
Entre as variáveis que podem afectar a procura mundial de petróleo a organização dos países exportadores salienta as políticas de eficiência energética e o recurso aos biocombustíveis.
A Opep destaca que a China continua sendo a economia que mais contribuirá para o aumento do consumo de petróleo, apesar das tentativas de Pequim de controlar as despesas em energia. O aumento das respectivas reservas de petróleo, do consumo de gasolina e o crescimento da actividade industrial levam a Opep a estimar que o país asiático aumente em 6,38% o consumo de crude este ano em relação a 2009.
No entanto, adverte o documento, a China não sairá ilesa da desaceleração do aumento da procura. Ainda assim, a Opep estima que o consumo em 2011 no país será 5,14% maior do que em 2010.
No que respeita à evolução do preço do cabaz de referência em Opep em Outubro, o relatório refere que ele se acercou, em termos médios, dos USD 80 o barril. Com efeito, o “cabaz OPEP” manteve-se, em Outubro, dentro de um intervalo compreendido entre USD 78,50 e 81,50 USD o barril. Esta tendência ascendente está em linha com os aumentos verificados no mercado de futuros, onde “o sentimento macroeconómico e os mercados financeiros continuaram a ser os principais motores para o preço de petróleo”. De salientar que o cabaz de referência da OPEP aumentou pelo terceiro mês consecutivo, situando-se, em termos médios, nos USD 79,86 o barril, o que representa um acréscimo de 7%, ou seja, USD 5,23 em relação ao mês de Setembro, o que representa o segundo nível mais registado este ano após ter alcançado os USD 82,33 o barril em Abril. Quando comparado com o último ano, o “cabaz Opep” evidenciou um aumento de USD 7,19 ou 10% até ao mês de Outubro.
Todos os componentes do cabaz (que reúne 12 tipos diferentes de crude) aumentaram.
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