Oil & Gas
Petrobras e Subsea
Esta semana vamos começar com um contrato bilionário entre a gigante petrolífera Brasileira Petrobras e a Subsea 7, uma empresa do ramo de engenharia, construção e subcontratante dos serviços para a indústria de energia “offshore” em todo o mundo. No dia 7 do mês em curso celebrou um contrato de USD 1.000 milhões com a Petrobras para o desenvolvimento das áreas de Lula Nordeste e Guará, localizadas no pré-sal da Bacia de Santos. A Subsea 7 será responsável pelo EPC e instalação de quatro sistemas de elevadores dissociados. A operação será em lâmina de água de aproximadamente 2.200 metros.
Está prevista a instalação de quatro bóias submersas a 250 metros de profundidade e ristes do tipo catenária de aço de 3,9 km, dos quais 18 (7,5”) para linhas de produção, três (9,5”) para injecção de água e seis (8,5”) para a injecção de gás.
A fabricação dos ductos rígidos será feita nas mesmas bases dos que a companhia está a construir de momento em Paranaguá. A instalação offshore está agendada para o segundo semestre de 2012, utilizando os navios Seven Oceans, Seven Seas and Skandi Seven. Trocando de página, vamos falar de commodity. O futuro do petróleo bruto está ameaçado, devido ao facto de, pelo segundo dia consecutivo, o petróleo se encontrar em queda livre nos mercados internacionais. Este facto é deveras alarmante pois, nos últimos 11 meses, vários analistas têm notado uma queda visível na procura do petróleo bruto, que caiu pelo segundo dia consecutivo, fixando-se em USD 106,25 por barril. A queda no valor de USD 3,67 verificou-se depois de o banco de investimentos Goldman Sachs ter divulgado o seu relatório de pesquisa, conhecido pelas suas previsões de alta de preços.
Foram também apontados como um dos factores que deram origem à baixa dos preços os avisos feitos pela Agência Internacional de Energia (AIE) e a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), quanto ao facto da subida dos preços ter abrandado o aumento da procura pelo precioso líquido. Apesar do aumento na procura no Japão e da perca de produção na Líbia, os analistas dizem que este facto está ligado a uma oferta global adequada. O que levou a que a Arábia Saudita reduzisse recentemente a sua produção em 500 mil barris por dia devido à procura moderada. O petróleo bruto sem elementos corrosivos (ou Light,sweet crude) está actualmente a ser vendido entre USD105,47eUSD110,24. No que diz respeito ao crescimento das empresas no ramo petrolífero, a Chevron, companhia petrolífera americana, espera um crescimento nos seus lucros anuais devido à subida do preço do petróleo nos últimos meses. No entanto, a Chevron espera que os seus lucros do primeiro trimestre deste ano sejam superiores relação aos do trimestre anterior. Esta a perspectiva da segunda maior empresa de petróleo dos EUA que, em termos de valor de mercado, é apenas superada pela Exxon Mobil Corp. Segundo os sinais actuais irá ter um aumento nos seus lucros trimestrais, impulsionada pela escalada dos preços do petróleo, que se valorizaram em média cerca de USD 20 por barril em comparação com o mesmo trimestre um ano atrás.
A Chevron informou que, durante os dois primeiros meses do primeiro trimestre do ano em curso, a empresa recebeu USD 88,23 por barril de petróleo de seus campos dos EUA, um aumento de 11% face ao trimestre anterior e de 20% ante o ano anterior. O preço do gás natural subiu 14% face ao trimestre anterior, mas caiu 22% em relação ao mesmo período do ano anterior para USD 4,15 por mil pés cúbicos. Vamos agora analisar alguma das implicações do acordo entre a Shell, empresa petrolífera holandesa e a produtora de açúcar brasileira Cosan Ltd. Avaliada em USD 12 mil milhões. O produtor recebeu, no ano passado, uma votação maciça de confiança num sector que tem sofrido fortes abalos nos últimos anos.
Os biocombustíveis substitutos da gasolina fabricados a partir de fontes biológicas, tais como o milho, cana de açúcar, açúcar e trigo – tiveram um grande boom em meados desta década, o qual foi motivado essencialmente por factores ambientais, com particular realce para as emissões de gases de efeito estufa, a subida brusca do preço do petróleo e da segurança energética.
Mas, na recessão global de 2008, a indústria de biocombustíveis, foi fortemente atingida devido à escassez de investimento, factor que colocou um número elevado de produtores de etanol fora do negócio. Assim como também houve um aumento no preço dos produtos agrícolas usados para produção do combustível que, de certa forma, muitos acreditam ter provocado um retrocesso político.
O sector começou recentemente a estabilizar, e atraiu cerca de USD 650 milhões em capital de risco no ano passado. A produção mundial cresceu para mais de 100 mil milhões de litros em 2010, ultrapassando os 16 mil milhões de litros em 2000. Segundo informou a Shell, os biocombustíveis poderão tornar-se responsável de 20% de todos os combustíveis para o transporte, dentro de trinta anos, acima dos cerca de 3% actuais.
A Shell tem, nos últimos tempos, feito grandes investimentos na produção de biocombustíveis. Em Fevereiro do ano passado, anunciou a sua joint venture com a Cosan Brasil, maior produtor mundial de etanol de cana-de-açúcar.
O movimento deu à Shell uma exposição enorme no mercado de biocombustíveis no Brasil, onde mais de 80% de todos os carros novos vendidos são flex-fue (biocombustíveis), modelos que rodam com qualquer mistura de etanol e gasolina, e onde cerca de 21% de todos os combustíveis para transportes tem por base os biocombustíveis, em comparação com 4% apurados nos EUA.
A Shell não é a única empresa no ramo petrolífero a fazer uma grande aposta no sector de etanol no Brasil. No mês passado, a BP adquiriu uma participação de 83% na produtora de etanol, Companhia Nacional de Açúcar e Álcool, ou CNAA, por USD 680 milhões. Como a Shell, a BP espera que um dia poder exportar o etanol que produz no Brasil para os EUA, Europa e Ásia. Actualmente, as tarifas praticamente fecharam o mercado norte-americano aos exportadores de etanol brasileiro e outros. Mas a Shell está esperançosa em que um dia tal barreira seja removida. A lógica está a ser cada vez mais questionada pelos órgãos reguladores e aqueles que fixam tais tarifas. Pois os biocombustíveis devem ir para o mercado onde têm o melhor valor. Por esta semana é tudo, voltamos na próxima semana com mais notícias, ate lá!
Meus caros, por hoje é tudo, voltamos para semana com mais novidades.
Irineu Chingala Departamento de Petróleo e Gás LCF – Lourdes Caposso Fernan-
des & Associados
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