Bancos
Juros: BNA desce taxa de redesconto para 20%
O Banco Nacional de Angola baixou novamente a taxa de redesconto no espaço de poucos meses. A taxa de redesconto, que havia descido, no último trimestre de 2010, de 30% para 25%, passou, a partir do passado dia 6, terça-feira, a situar-se nos 20%. A medida inscreve-se na nova trajectória do BNA em relação à política monetária, justificada pelo reequilíbrio fiscal e pela recomposição das reservas internacionais (RIL), circunstâncias que deixaram de justificar o “aperto” nas taxas de juro com o objectivo de conter a inflação e estabilizar a taxa de câmbio.
Na expressão do governador do BNA, a prosseguir a mesma via estar-se-ia, porventura a “matar o paciente com a cura”. Embora os bancos comerciais só recorram ao redesconto quando se esgotam todas as hipóteses de obter os recursos de financiamento de que necessitam no mercado interbancário, a descida da taxa de redesconto constitui um sinal dado ao mercado de que a política monetária segue agora um novo rumo, privilegiando o crescimento da economia. A taxa de redesconto é aplicada a facilidades de crédito concedidas pelo banco central à banca comercial para suprir problemas de liquidez.
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O jurista Lazarino Poulson defendeu em entrevista a O PAÍS que o caso
BNA deveria ser julgado imediatamente, se a instrução preparatória já
tiver sido concluída pelo Tribunal Provincial de Luanda, aonde disse
crer que o processo já foi remetido.
O Procurador-Geral da República, João Maria de Sousa, denunciou esta
quarta-feira, na cidade do Lubango que está a ser feita uma perseguição
aos magistrados do Departamento Nacional e Investigação e Acção Penal
(DNIAP) traduzida, entre outras, em ameaças de morte, por intervirem
directamente no combate ao crime organizado e não só.
O escândalo do desvio de mais de cem milhões de dólares das reservas
líquidas do Banco Nacional de Angola, continua sem data de julgamento,
decorridos que estão aproximadamente doze meses sobre a conclusão do
inquérito pela Procuradoria-Geral da República, revelaram fontes do
Cartório da oitava secção dos Crimes Comuns do Tribunal Provincial de
Luanda.
A gestão dos fundos provenientes do Parque da Chicala, onde são
transferidas todas as viaturas que transgridem as regras de trânsito,
foi alvo de uma investigação dos técnicos dos Serviços de Inteligência e
Segurança do Estado (SISE), para apurar as responsabilidades do
comissário Joaquim “Quim” Ribeiro em relação ao suposto descaminho de um
milhão e 740 mil dólares norte-americanos.
