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Projecto

Casas para antigos combatentes prontas em Novembro

O presidente do Conselho de Administração da Jeosat Angola, Carlos Rodrigues, garantiu à imprensa esta quarta-feira, que as primeiras 100 casas, das 960 que estão a ser erguidas na vila dos antigos combatentes no quilómetro 25, em Viana, serão entregues em Novembro do ano em curso.

Carlos Rodrigues falava durante a visita efectuada pelo ministro moçambicano dos antigos combatentes , Mateus Óscar Kida, ao projecto “Kussangulika”, adstrito ao Consórcio Comandante Loy, altura em que sustentou que a introdução de novas tecnologias, aliadas ao nível técnicoprofissional dos trabalhadores, garante o cumprimento dos prazos estabelecidos.

Para além das residências do tipo T3, com anexos, a construtora erguerá no espaço adjacente 25 edifícios de 4 andares cada, uma esquadra policial, escolas e zonas de lazer. A vila está a ser construída numa área com cerca de 80 hectares, estando avaliada em 126 milhões de dólares.

O titular da pasta dos Antigos Combatentes de Moçambique manifestou-se “encantado” com a iniciativa, prometendo levar a experiência para o seu país. O governante prometeu colborar com as iniciativas do seu homólogo angolano que tem se batido para a elaboração de políticas que visam a dignificação dos antigos combatentes e veteranos da pátria, proporcionando-lhes melhores condições de vida.

“Noto que há vontade em Angola para se resolverem os problemas dos antigos combatentes. Fiquei bastante emocionado, sobretudo por estes mesmos exmilitares estarem unidos para ajudar o Governo na busca de soluções dos muitos problemas que os afectam”, disse o visitante.

Por seu turno, o presidente do Conselho de Administração do Consócio Comandante Loy, Domingos Barros, disse que a visita de Óscar Kida, acompanhada pelo vice-ministro dos Antigos Combatentes de Angola, Clemente Konjuca, encoraja a instituição a avançar com os seus projectos. Domingos Barros revelou que existem outras iniciativas, como o projecto integrado que combina acções nos domínios da agricultura, pescas e outros ,para garantir o sustento dos associados. “ Pensamos nós que todos que ainda têm força para trabalhar serão enquadrados nestes projectos”, disse o responsável.

Além de Luanda, a Jeosat Angola desenvolve também projectos noutras províncias do país. Como novidade, o seu presidente, Carlos Rodrigues, anunciou que erguer 120 casas no Brasil, empreitada que começará a executar no primeiro semestre de 2011.

Requalificação do Cazenga

Por causa da sua larga experiência no sector da construção civil e obras públicas, as autoridades angolanas entregaram a esta empresa de direito angolano a requalificação do município do Cazenga, o maior do país, cujo orçamento a fonte não revelou, garantindo que o fará a seu tempo . “Para já, estamos apenas na fase do diagnóstico”, escusou-se.

As tecnologias aplicadas pela empresa estão a marcar passos no mundo inteiro, tendo sido distinguida com os prémios “Leão de Ouro” e “Palma de Ouro” em Angola e na África do Sul, respectivamente. São de origem holandesa, australiana e italiana, estando a Jeosat credenciada para as aplicar no continente africano.

A Jeosat emprega 130 trabalhadores aos quais se vão juntar em breve outros 170. Para o sucesso da sua actividade, a empresa montou três fábricas de construção de painéis, permitindo em tempo recorde dar resposta à demanda. Cada fábrica produz diariamente três esqueletos de casas com os respectivos anexos.

Por: Ireneu Mujoco Fotos: Jacinto Figueiredo Em: 23-08-2010 12:57:00
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