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Empresas petrolíferas destacam responsabilidade social

Já lá vai o tempo em que as empresas petrolíferas tinham como prioridade apenas os lucros graúdos que este tipo de negócio proporciona. Hoje, mais do que isso, as empresas do sector estão a virar as suas baterias para a actividade corporativa, actuando de forma segura e rentável, com responsabilidade social e ambiental.

A Chevron-Cabinda Gulf Oil Company Limited (CABGOC) e as suas associadas do Bloco 0 (Sonangol E.P, Total Petroleum Angola Ltd e Eni Angola Production B.V) anunciaram, há uma semana, o lançamento formal do Projecto de Apoio ao Sector das Pescas (PASP) de Cabinda, avaliado em USD 3.000.000 e que beneficiará directamente 3.000 pessoas e, indirectamente, outras 18.000.

De acordo com os responsáveis do projecto, o enfoque dado à criação da cadeia de valor e à capacitação dos pescadores visa estimular o mercado e promover a formação da riqueza e segurança alimentar nas comunidades a que se destina o programa. Não obstante, pretendese que os pescadores exerçam a sua actividade respeitando o ambiente e aumentando, do mesmo passo, os seus rendimentos e produtividade.

Em 2009, mais de 2,5 milhões de pessoas e 70 instituições em Angola beneficiaram directamente da Chevron e seus parceiros, num investimento de USD 16,4 milhões em projectos e programas de desenvolvimento social, económico e comunitário.

Encontrando-se entre os maiores produtores de petróleo no nosso país  – com uma produção diária de 506 mil barris de líquidos em 2009 – os investimentos foram feitos para melhor prover as necessidades humanas básicas, melhorar o acesso à educação, os meios de subsistência através do desenvolvimento de micro, pequenas e médias empresas.

A estratégia corporativa da CABGOC está reflectida também no número de postos de trabalho que garante. Actualmente é o maior empregador da indústria petrolífera estrangeira em Angola, cerca de 3.000 trabalhadores nacionais, que constituem aproximadamente 86% do total da força de trabalho.

Por seu turno, a Sonangol EP é tida como a empresa líder em termos de intervenção social no mercado nacional.

Para além do seu principal “core business”, a petrolífera angolana expande a sua actividade para outras áreas como cultura, desporto, ambiente, reabilitação de estradas, pescas, telecomunicações, agricultura e não só.

João Rosa Santos, director do gabinete de comunicação e imagem da Sonangol, considera que o apoio prestado a tais projectos faz parte da natureza da empresa, no âmbito da responsabilidade social, para além de interagir com a sociedade.

“O apadrinhamento de projectos e iniciativas culturais é um dos caminhos que faz da Sonangol uma empresa socialmente responsável”, disse, referindo-se ao Prémio Sonangol de Literatura.

Para ele, as empresas de grande porte devem assumir a cultura como o elemento fundamental para o crescimento sustentável, já que os eventos culturais devem ultrapassar largamente um mero contributo espiritual, educativo ou lúdico no âmbito das artes do património.

“Penso que todas as empresas devem ter nos seus programas o comprometimento com projectos sociais. O lucro da Sonangol é contribuir para o desenvolvimento social, daí a aposta na cultura”, frisou.

Para a brasileira Petrobras, a função de uma empresa não se resume mais a dar lucros e emprego, pagar impostos e respeitar a lei. No entender dos accionistas da empresa, os sectores social, cultural e ambiental formam a marca de excelência que a Petrobras imprime nas suas actividades de petróleo e energia .

A maior empresa petrolífera da “terra do samba” entende que, ao produzir, interage com o meio ambiente e consome recursos naturais, património de todos.

Por isso, considera que é seu dever prestar contas à sociedade quanto ao impacto de suas actividades sobre a biosfera.

“A companhia está consciente de sua responsabilidade social e cumpre a sua missão de empresa cidadã, actuando como agente de desenvolvimento humano sustentável”, defendem os seus responsáveis.

A TOTAL tem dado uma ajuda ao sector industrial não petrolífero através de programas específicos de apoio ao crédito e de criação de emprego, destinado a pequenas e médias empresas que, posteriormente, prestam serviço à indústria petrolífera e não só.

“Desde a criação do nosso programa denominado Zimbo, aprovámos mais de 15 projectos, vários tipos de indústria de pequenas e médias empresas, desde a confecção de roupa, ao acesso à informática e à agricultura. Garantimos mais de 500 postos de trabalho”, disse um dos responsáveis da petrolífera francesa, que se encontra em Angola desde 1950.

Por sua vez, a ESSO está envolvida de forma activa nos programas de desenvolvimento da comunidade.

Em 2009, a ESSO Angola, através do Bloco 15 e da Fundação ExxonMobil, doou aproximadamente USD 9 milhões para programas de investimento comunitário nas áreas de saúde, educação, ambiente e agricultura.

“Olhando para o futuro, 2010 promete ser mais um excelente ano para nós, uma vez que o Bloco 15 concluirá a infra-estrutura necessária para o fornecimento da primeira produção de gás para as instalações de Gás Natural Liquefeito de Angola no Soyo”, acredita Stéphane de Mahieu, director geral da ESSO Angola.

Manuel Nunes
6 - 8 -2010
 
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