Depois de admitir o fim da Wikileks por falta de financiamento, Julian Assange ameaça o empresário multimilionário norte-amercano Rupert Murdoch, alegando conservar informações comprometedoras do patrão do canal norte-americano Fox.
“Se algo me acontecer, ou ao Wikileaks, os ficheiros de seguro serão publicados”, afirmou Assanje, advertindo Rupert Murdoch, numa entrevista à revista britânica “New Statesman”.
Nos próximos dias 7 e 8 de Fevereiro, Julian Assange voltará ao tribunal londrino, no âmbito do processo em que é acusado de crimes sexuais contra duas mulheres na Suécia, para uma audiência que deverá responder ao pedido de extradição da autoridades suecas.
Assange ameaça divulgar informações incluidas nos telegramas diplomáticos do Departamento de Estado norte-americano, que fazem parte do lote de mais de 250 mil documentos, que começou a divulgar a partir de Novembro. Assange foi mais longe, na entrevista dada à New Statesman e especificando a existência de 504 telegramas diplomáticos sobre uma emissora e telegramas sobre Rupert Murdoch e o grupo de Murdoch News Corp.
Tal como Assange, o empresário da Fox News e outros canais também é australiano.
Há dias o homem que desafiou os EUA com a publicação de documentos confidenciais norte-americanos das guerras do Iraque, Afeganitão e mais recentemente do Departamento de Estado, assumiu dificuldades em receber dinheiro dos doadores. Com as contas da organização bloqueadas, a Wikileaks poderá ter de fechar as portas, complicando ainda mais a já débil situação financeira do seu fundador.
"Temos dificuldade em receber dinheiro dos doadores, porque as nossas contas estão bloqueadas. Calculo que estamos a perder 500.000 euros por semana", afirmou em entrevista à Rádio Europe 1.
Mas, acrescentou, que ele e os seus colaboradores iriam tentar ripostar.
A ameça contra o patrão da Fox poderá ser uma das respostas encontradas pelo fundador da Wikileaks.
Assange anunciou há cerca de um mês a venda de direitos da sua autobiografia, livro que se comprometeu em escrever, para angariar dinheiro para pagar a sua defesa às acusações de crimes sexuais.
Assange foi libertado mediante o pagamento de uma caução e a obrigatoriedade de apresentações periódicas na policia e o uso de pulseira electrónica.