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Petróleo

Sonangol conclui processo de licitação do pré-sal nacional

A Sonangol E.P anunciou, no princípio desta semana, as companhias petrolíferas que vão explorar, pela primeira vez, os blocos pré-sal situados nas águas territoriais nacionais.

Para essa primeira campanha de licitação do pré-sal foram seleccionadas empresas com experiência neste tipo exploração petrolífera, apresentando comprovada capacidade tecnológica e financeira. Assim o exige a complexidade do processo de exploração da camada de pré-sal nacional, caracterizada pela grande profundidade dos jazigos, por riscos operacionais e custos de pesquisa e produção elevados.

Dados avançados pela Sonangol, revelam que a média de investimento num poço de petróleo no pré-sal ronda, em média, os USD 120 milhões, persistindo sempre o risco de, na fase da prospecção, se encontrar ou não crude. O concurso dos blocos contou com a participação de 13 empresas petrolíferas, designadamente, a British Petroleum Angola, Chevron, China Sonangol, Cobalt International Energy, Conoco Philips, Eni Angola, Esso Angola, Galp Energia, Maersk Oil, Petrobras, Repsol, Statoil ASA, Total E.P. Angola.

A exploração do Bloco 19 terá como operador a BPAngola (50%), enquanto a Cobalt operará do Bloco 20 (com 40%), a Repsol encabeça o Bloco 22 (com 30%), a BP – Angola também estará presente no 24 (com 50%), e a Total o 25 (com 35%).

A EniAngola irá operar o Bloco 35 (30%), a Conoco Philips, os Blocos36e37(com30%emcadaum deles), a Statoil os Blocos 38 e 39 (40%) e a Total o Bloco 40 (35%).

De salientar que a Sonangol Pesquisa e Produção (P&P) participa em todos os blocos que foram objecto de concurso público limitado.

Carlos Saturnino, o director de negociações da Sonangol, Carlos Saturnino, classificou esta licitação, que assinala a entrada do país na exploração do pré-sal, como um acto histórico na medida que, com o anúncio dos resultados, se vira uma página na história da exploração petrolífera em Angola.

“A exploração no pré-sal é diferente em relação às demais, exige uma complexidade tecnológica maior, envolverá recursos quer financeiros, como de capital, humanos e tecnológicos, de uma dimensão sem precedentes em Angola”, acentuou o responsável da Sonangol. Para o caso de Angola pretende-se alcançar a mesma dimensão ou, pelo menos, acercar-se dela, do realizado no poço Tupi, no Brasil, revelou o responsável da Sonangol.

Depois da divulgação dos resultados, haverá um período para as companhias contactarem, para respectiva negociações prevendose que o mês de Março falar-se em números.

O pré – sal integra um pacote de rochas sedimentares, que corre sob a camada de sal (variando entre 1000 a 2000 metros), colocando a indústria petrolífera angolana perante uma nova fronteira exploratória.

Valdimiro Dias
30 - 1 -2011
 
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