| info@opais.net
Muito nublado
Luanda
Clique para aceder á Revista
RSS

Procura

Falta espaço no internato

Cerca de 100 toxicodependentes se encontram neste momento internados no centro de tratamento masculino da Remar. Por falta de espaço no interior de cada uma das três naves que contam apenas com 24 leitos, muitos dos internados preferem passar a noite em colchões estendidos no chão, para não adiarem o seu processo de recuperação.

O elevado número de toxicodependentes que acorrem diariamente às instalações da Remar levou a direcção do centro a ampliar as suas instalações. Neste momento estão a ser erguidos novos dormitórios, uma sala multiusos e quatro pequenos centros de formação profissional, onde serão ministrados os cursos de marcenaria, carpintaria, electricidade, mecânica e alfabetização.

Os pacientes aguardam ansiosamente pela conclusão das obras do centro para poderem aprimorar os seus conhecimentos e saírem de lá com uma formação profissional. Esta informação foi avançada a O PAÍS pelo responsável pela Quinta da Remar, Tongua Prata, 29 anos.

Antes de ir parar a este estabelecimento, o nosso interlocutor consumiu crack por oito anos, e só conseguiu libertar-se do vício por beneficiar de um tratamento que durou cerca de quatro anos.

O jovem disse que tomou contacto com o crack na altura em que vivia no Lar 14 de Abril, no Lubango, a convite de um amigo que já não se encontra no mundo dos vivos. O malogrado se encarregava de arranjar a droga sempre que precisavam e, ao regressar à sua terra natal, Benguela, conseguiu descobrir um ponto de venda deste produto.

“Sei que em Benguela existem locais onde este produto é comercializado a dez dólares o pequeno monte”, contou, acrescentando que “decidi largar depois de sofrer um acidente de viação que quase custou a minha vida”.

Tongua Prata considera-se abençoado por Deus por ter conseguido largar o vício e ter recebido a oportunidade de ajudar os outros jovens que assumem que são toxicodependentes.

“Temos algumas pessoas que ficaram aqui internados durante muito tempo, mas que depois de saírem tiveram recaídas e acabaram por voltar novamente para fazerem o tratamento”, concluiu.

30 de Maio de 2011
11:54
 
0
 

Comentários

Nome

E-Mail

Comentário


Enviar Comentário
 

Newsletter



Subscreva tambem a newsletter da Exame