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Projecto

Kilamba: a esperança do mercado imobiliário

Cento e 15 prédios, com um total de 3180 apartamentos, foram entregues esta segunda-feira, no âmbito da inauguração da primeira fase da Cidade do Kilamba, numa cerimónia cujo corte da fita coube ao Presidente da República, José Eduardo dos Santos. Prevê-se que os referidos imóveis, que estão situados no recém-criado município de Belas, beneficiem mais de 19 mil pessoas, de um total de 150 mil que poderão residir nesta nova centralidade.

Os prédios estão integrados em quatro quarteirões, equipados com quatro jardins-de-infância, duas escolas primárias e uma secundária.

A arquitectura dos edifícios, segundo informações avançadas pelo Grupo de Revitalização e Execução da Comunicação Institucional da Administração (GRECIA), incorpora suportes e canalização para os aparelhos de ar condicionados.

“A inauguração da Cidade do Kilamba é um motivo de orgulho e de grande satisfação, para mim e para todos os membros do executivo”, realçou o Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, acrescentando que “é o maior projecto habitacional jamais construído em Angola e constitui, à escala global, um profundo exemplo da política social levada a cabo no país para resolver o défice habitacional”.

José Eduardo dos Santos salientou ainda que com a abertura do Kilamba os seus futuros habitantes irão dispor, além de um lugar para morar, de diversos serviços administrativos e comerciais, escolas, centros de saúde e áreas de lazer, num espaço saudável e com segurança organizada.

“Vamos ensaiar aqui um novo modelo de gestão urbana, que seja funcional, simples, racional, transparente e cumpridor das suas atribuições, capaz de encontrar as melhores soluções para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos”, acrescentou o Presidente da República. Prevê-se que, até Dezembro deste ano, sejam entregues mais 218 prédios, o que corresponde a mais oito quarteirões, que representam 6.894 apartamentos. Segundo estimativas, elas poderão beneficiar mais de 40 mil pessoas, numa zona onde haverá mais oito creches, quatro escolas primárias e duas secundárias, de acordo com informações avançadas no dia da inauguração.

A primeira fase da Cidade do Kilamba, inaugurada esta semana pelo Presidente da República, estará concluída apenas em Dezembro do próximo ano, quando totalizarem 20.002 apartamentos para um total de 120 mil pessoas.

Na segunda fase serão erguidos mais 40 mil apartamentos e na terceira e última fase mais 20 mil, totalizando um total de 500 mil beneficiários, que viverão em locais construídos na base de normas universais. A referida circunscrição contará no final com um total de 24 jardins-deinfância, 17 escolas entre primárias e secundárias, áreas de lazer e desportivas, hotelaria e restauração. O projecto Cidade do Kilamba, que é uma parceria público privada, inclui ainda zonas reservadas para comércio disponíveis para o sector privado, vias primárias e secundárias, hospitais, clínicas e conta-se com um mínimo de 12 centros de saúde públicos.

Também já estão prontas para utilização as estações de tratamento de água potável e a de tratamento de águas residuais (ETAR), assim como duas subestações eléctricas para o fornecimento de energia à cidade.

Selecção de mão-de-obra

O presidente do conselho de administração da Sonangol e do conselho de gerência da SONIP, Manuel Vicente, conta que a construção do empreendimento começou em 2008, na sequência das orientações emanadas pelo Presidente José Eduardo dos Santos e coordenação do extinto Gabinete de Reconstrução Nacional, dirigido na altura pelo chefe da Casa Militar da Presidência, general Hélder Vieira Dias. No segundo semestre de 2010, a SONIP, subsidiária da Sonangol para a área imobiliária assumiu a responsabilidade da coordenação da construção da Cidade do Kilamba. Manuel Vicente salientou que na cerimónia desta segunda-feira estavam a ser entregues os edifícios e apartamentos já citados, assim como 10 quilómetros de estrada e 48 lojas. “Devido aos prazos inicialmente definidos, o enquadramento de mão-de-obra nacional ficou aquém do que esperávamos, pelo que, não obstante a ligeira dilatação dos prazos de execução e de modo a aumentarmos o volume desta mão-de-obra e sua capacitação, temos confirmado para as próximas fases o aumento significativo da formação no local de trabalho, importando somente o pessoal expatriado para enquadramento”, garantiu Manuel Vicente.

O PCA da Sonangol, que hoje coordena o processo de construção dos edifícios e outras obras sociais naquela parcela de Luanda, reiterou a disponibilidade para tudo fazer para se vencerem os desafios que ainda se colocam. A construção está a cargo da construtora chinesa CITIC, que conta com outros subempreiteiros e consultores neste desafio que só terminará com o alojamento no local de meio milhão de pessoas.

Mais centralidades à vista

O Presidente da República explicou que cerca de 12 centralidades ou cidades satélite de diversos tamanhos foram projectadas pelo então Gabinete de Reconstrução Nacional para serem construídas faseadamente nas 18 províncias. Em curso, segundo o chefe do Executivo, estão as de Luanda, Bengo, Cabinda e Lunda Norte.

Os projectos das centralidades do Zaire, Malanje, Cuando Cubango, Namibe, Huíla, Benguela e Lunda Sul também foram apresentados a investidores privados.

Dani Costa
18 de Julho de 2011
15:55
 
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Comentários

  1. Anonimo
    2011-11-15 12:41:17
    Angola tem mais de 1.000 Generais e mais de 4.000 dirigentes deputados com mais de cinco casas, isso é um absurdo, aqui os dirigentes têm casas em tudo que é projecto abitacional, isso é uma vergonha, vamos parar com isso de que os pobres não podem ter nada, estamos em pleno seculo
  2. Muron Zoth joão
    2011-07-20 16:44:45
    Esperem só para então verem. Por que tantas perguntas? A resposta sempre vem ao de cima. Se são casas para 'os jovens' ou é outro catá, vamos só 'inda nos sentar e esperar. Haja só paciência
  3. Fábio Gourgel
    2011-07-20 14:30:06
    Éum grande orgulho para todos os angolanos que prezenciam o desenvolvimento do pais, e o trabalho que o nosso governo tem desempenhado a favor do bem estar e da comodidade da população mas devemos ter em conta que nem todos os angolanos têm a capacidade de adquirir tais imoveis, pois muitos são desempregados e outros não ganham o suficiente para pagar tais imoveis e antes de mais eu gostaria de saber o que é necessario para a sua adesão, qual os preços e as formas d epagamentos
  4. Ferreira
    2011-07-20 12:54:30
    Primeiro quero dizer que o executivo e a sua gestão não são serios porque eu mesmo já lá fui e quero vós garantir que a propria, pouca vergonha já começou como de sempre. Como é possivel foram nomeados as pessoas pelo senhor governador e aberturas dos proprios ginche para informação, as pessoas vão prá lá e não há informação nenhuma para as pessoas estão lá feitos bonecos e a dizer que não sei de nada. Por isso n há trasparência nehuma tenha vergonha quando falarem de clareza senhores tomem juizo. Qual é o metédo de aquisição das casas quero sabe. já que estamos no país de não sei de nada eu também não...............
  5. freddie
    2011-07-20 12:05:19
    que haja transparencia nos criterios de acesso. Que sirvam os que realmente necessitam
  6. Luís Pais
    2011-07-19 22:33:55
    É realmente espectacular construir- se desta maneira. Mas quem vai comprar? Os angolanos não parece que tenham a situação laboral muito definida. Pelo menos nem na própria construção participaram como seria de esperar. Será que a maioria dos inquilinos vai ser chinesa ou estrangeira?
  7. Kintombo Alberto Pedro
    2011-07-19 17:52:38
    é uma mais valia para o mercado imobiliario. mas a que se prever certas incompatibilidades; tais como a especulaçao, o favoretismo, os compadrinhos e a realidade dos factos. temos uma populaçao maioritariamente decandente e sem abrigo e ao mesmo tempo um pequeno grupo de individuos que têm tudo. verifica-se que o mesmo grupo é que tem a mesma possibilidade de arrendamento ao passo que a maioria nao o tem. isto poderá causar crise imobiliaria nos proximos tempos.
  8. Alberto Cabral
    2011-07-19 17:50:12
    espero que os erros do passado nao se repitam tais como, as prioridades eram sempre para as mesmas pessoas envês de priorisarem quem realmente precisa; a fiscalizaçao deve ser rigorosa devido os maus abitos, falta de educação, de higiene e respeito pelos vizinhos. Até agora nao sabemos quais as regras de acesso aos apartamentos
  9. gizela cabral da costa
    2011-07-19 07:36:16
    gostei muito do trabalho do nosso governo e um trabalho louvavel ede se orgulhar visto que apopulacao de angola a maior parte e desabitada,para concluir o trabalho espero que o governo ao fazer a venda faça a um bom preço de modo que a populacao de media e baixa renda tenha acesso.espero que nao seja mas uma construcao para enpresarios fazerem os seus negocios mas sim para beneficiar a populacao
  10. manuel campos
    2011-07-18 19:59:01
    A cidade do kilamba é e sera uma mas valia para o nosso país e para os jovens de angola. mas eu gostaria de saber o que é necessario para conseguir um apartamento
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