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Sobrevivência

Pobres usam filhos para a busca de receitas

Famílias angolanas com baixos rendimentos continuam a utilizar os filhos para a busca de receitas, com vista à sua sustentabilidade, uma situação que está a promover o trabalho infantil em várias regiões, afirmou ontem em Luanda o director nacional de condições e rendimento do trabalho do Ministério da Administração Pública, Emprego e Segurança Social (MAPESS), Luís Machado.

Em entrevista à Angop, à margem do encontro para actualização e elaboração do Plano Nacional de Combate do Trabalho Infantil, o responsável admitiu que o factor pobreza continua a influenciar negativamente a situação das crianças.

Luís Machado, que é também o ponto focal da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para o trabalho infantil em Angola, defendeu a necessidade de se ter um maior cuidado ao lidar com esta questão, por ser um “ mal grande” para a sociedade.

“O desenvolvimento da nossa sociedade também passa pelo combate imediato do trabalho infantil, visto que as crianças são o futuro do amanhã”, defendeu Luís Machado.

Com o plano estratégico do Exe cutivo de combate à pobreza, Luís Machado acredita que a sua implementação irá influenciar a luta contra o trabalho infantil nas suas mais variadas vertentes.

Em Angola, de acordo com a fonte, existem ainda muitos focos de trabalho infantil, uma situação que deve ser revista por toda sociedade.

“O Executivo tem elaborado um programa de combate a pobreza, que tem de ser aplicado de forma acérrima, para a mitigação ou eliminação deste mal que viola muitos direitos da criança”, disse.

O Plano Nacional de Combate do Trabalho Infantil é, para o responsável, um instrumento importante que, de forma sincronizada, vai permitir a elaboração de acções diversas em prol da criança.

No papel de ponto focal da CPLP para o trabalho infantil, disse haver semelhanças ao nível da comunidade com relação a está questão, apesar de algumas particularidades.

“Todos os países da comunidade estão a trabalhar no combate ao trabalho infantil”, concluiu Luís Machado. Técnicos de diversos sectores públicos, representantes da Unicef, da Unta-Confederação Sindical e convidados, participaram do encontro que encerrou ontem.

26 de Agosto de 2011
16:15
 
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Comentários

  1. Cecília Maria Damasceno dos Santos
    2011-08-29 02:02:54
    É um fato lamentável ver que crianças que deveriam ter total respaldo da família acabam sendo exploradas pelo mesmo e que se tornam com este costumes vitimas estigmatizadas de um preconceito e desordem social. Este lamentável fato não só ocorre em Angola, mais seria necessária a adoção de políticas públicas emergências voltadas para o combate e a oferta de melhoria de vida para a população mais abastada. Em reportagem publicada ( ANGOP)no dia 25-08-2011, ficou evidente que a realização do estudo nacional sobre a situação do trabalho infantil em Angola será feito a partir de Março de 2012, por quê? Será necessário esperar por tanto tempo para erradicar algo que já existe e interfere na sociedade.
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