Quatro pessoas, pelo menos, morreram e 49 encontravam-se desaparecidas após o naufrágio de uma plataforma petrolífera no passado domingo no mar de Ojotsk, nas gélidas águas do extremo leste do país. A plataforma Kolskoye, na qual trabalhavam 67 pessoas, encontravase a 200 metros da margem quando ocorreu o acidente, às 12H45, hora local, devido aos fortes ventos, e a uma temperatura de -17° Celsius. Catorze pessoas foram resgatadas, algumas em estado grave. Outras quatro pessoas foram encontradas mortas, mas as equipas de resgate não conseguiram retirá-las do mar devido às difíceis condições climáticas.
As operações de busca dos desaparecidos foram interrompidas no início da noite, às 19H00, hora local local, embora dois helicópteros e um avião continuassem a sobrevoar a região, informou a agência Interfax citando uma autoridade local. A plataforma Kolskaya, construída em 1985, arrastada por um rebocador e um barco quebra-gelo, estava a ser deslocada da península de Kamchatka em direcção à ilha de Sajalin quando tombou após uma forte tempestade. Um representante dos serviços de emergência russo disse à agência de notícias AFP que a estrutura da plataforma foi abalada pelo gelo e pelas ondas e que água começou a entrar na plataforma, o que levou ao afundamento.
Os trabalhos de resgate foram dificultados pelo vento e pelas ondas de quatro metros. As autoridades indicaram em comunicado ter sido aberta uma investigação às circunstâncias do acidente, pretendo-se ainda esclarecer eventuais violações das normas de segurança.
A plataforma realizava uma missão de prospecção no oeste de Kamchatka para a empresa Gazflot, uma filial do grupo Gazprom.
De acordo com a companhia que opera a plataforma, não se efectuavam quaisquer operações de prospecção quando o acidente ocorreu não existindo, portanto, riscos de que o desastre provoque vazamento de petróleo.