António Henrique Calengue, vicegovernador de Benguela, reagiu a um artigo publicado por O PAÍS, com o título “Lixo origina processo contra governantes de Benguela”. Refutando as acusações que lhe são dirigidas pela empresa de limpeza e recolha de lixo Sonauto, Calengue diz que as referências ao seu nome “desabonam e ferem gravemente” a sua imagem e dignidade. Numa nota de esclarecimento enviada a esta Redacção, o vice-governador diz que “em momento algum exigiu dos representantes da empresa Sonauto qualquer favorecimento financeiro ou “luvas”.
No segundo ponto do documento, esclarece que “em nenhuma circunstância manteve contacto com qualquer elemento ligado à empresa Sonauto, uma vez que a relação contratual e de trabalho directo sempre foi estabelecida com a Direcção Provincial do Urbanismo, Ordenamento do Território e Ambiente, área executiva do Governo com competências para o efeito”.
A empresa em causa prestou serviços de limpeza e recolha de lixo na zona “F” do município de Benguela, informa Henrique Calengue, para depois continuar que o contrato foi rescindido “pelo Governo Provincial, em finais de Novembro de 2011, em resultado da deficiente prestação dos serviços vinculados no no referido contrato, conforme atestam os relatórios mensais da empresa de fiscalização, contratada para o efeito”.
Finalmente, reitera o vice Henrique Calengue, “a rescisão do contrato com a empresa Sonauto, deveu-se, unicamente, a questões ligadas à deficiente qualidade dos serviços prestados pela empresa, e, jamais, por qualquer outro elemento de natureza subjectiva, que pudesse manchar a imparcialidade e boa fé, em defesa do interesse público e das populações, para as quais se destinam os serviços prestados, na melhoria do bem-estar e saúde pública”.