Advertência prévia: não é fácil descrever os negócios do grupo Bongani (palavra que, em zulu, significa “obrigado”). Não por falta de informação (algo tão frequente em Angola), mas, sim, por excesso. A consulta ao site permite perceber que se trata de um grupo diversificado, presente em inúmeras áreas de negócio (caso da construção, imobiliário, indústria, mineração e energia) e em vários mercados —África do Sul, Angola, Namíbia, Dubai (onde tem escritórios) e outros países africanos (Zimbabwe, Gana ou Congo).
Teddy de Almeida - 43 anos, nasceu no Lobito, viveu na
Namíbia e África
do Sul. Desde
2002
é presidente da
Câmara do Comércio
Angola-África do Sul
Luís Cupenala - 50 anos, nasceu no Kwanza-Sul e estudou
no Huambo. Foi
director-geral do grupo Valentim Amões. É co-fundador e presidente da
Bongani
Toda essa aparente aura de mistério dissipa-se rapidamente quando conhecemos Teddy de Almeida, director-geral do grupo Bongani. Afável como poucos, Teddy (cujo nome próprio é Tiófilo) fala com uma transparência e uma simplicidade desarmante sobre os negócios do grupo que fundou com Luís Cupenala e cujos detalhes conhece de cor. Impecavelmente vestido — com fato de marca, camisa com botões de punho e as iniciais gravadas e um relógio e anel de ouro de causar inveja — Teddy irradia uma energia e um dinamismo contagiantes. Não surpreende, por isso, que o portefólio do grupo esteja em permanente actualização.
Flo Tek
O encontro com a EXAME realizou-se no escritório da Emirates Airlines, que a Bongani representa em Angola desde 1999. “Na altura vencemos o concurso onde participaram mais seis empresas. Creio que a nossa experiência prévia como agentes da South African Airlines foi decisiva (nessa altura Luís e Teddy trabalhavam no grupo Valentim Amões, o primeiro como director-geral e o segundo como director para a África do Sul)”. Tal como sucede a nível internacional também em Angola a Emirates está em fase de cruzeiro. “O desempenho da companhia ultrapassou as nossas expectativas. Apesar de termos apenas três frequências semanais, facturámos 28 milhões de dólares no ano passado e tivemos uma taxa de ocupação de 80% a 85%. Queremos continuar a crescer. O mercado chinês, as rotas de Houston e para a Europa continuam a ser muito procuradas”, justifica.
Dos escritórios da Emirates, em Talatona, a EXAME seguiu para Viana para visitar outro negócio conhecido da maior parte dos angolanos. Falamos da Flo-Tek, líder do mercado em tanques, tubos e irrigações em plástico. O negócio arrancou em 2005 através de uma parceria internacional e a nova fábrica representou um investimento de 6 milhões de dólares. O director-geral da Flo-Tek, o indiano Vijay Raghavan, tem uma forte experiência no sector (antes construiu uma fábrica similar no Botsuana). “O mercado angolano tem características semelhantes ao da Índia.

A Bongani nasceu, em 1998, na África do Sul e o primeiro negócio foi uma trading que trabalhava, sobretudo, com o comércio alimentar e de maquinaria. Funcionava também como apoio aos empresários sul-africanos que desejavam investir em Angola. Teddy sempre teve um papel activo nesse intercâmbio. Primeiro, enquanto presidente da associação de estudantes angolanos na África do Sul e desde 2002 como presidente da Câmara do Comércio entre os dois países. Hoje, este organismo tem cerca de 300 membros entre os quais estão a Shoprite (uma das maiores redes de distribuição de África), a Nampak (empresa de packaging que produz latas de Coca-Cola, por exemplo) ou a Group Five (construtora que, na fase inicial, ergueu o projecto Nova Vida).
Teddy é um defensor convicto do estreitamento de relações entre as duas potências da África Subsariana. “Os materiais da África do Sul chegam a Angola por via terrestre em três dias e por transporte marítimo em sete. Não faz sentido que os empresários angolanos continuem a comprar na Europa.”
O líder da Câmara do Comércio está muito optimista quando ao futuro desse intercâmbio. “Angola pagou um preço muito alto, em suor e sangue, para que a África do Sul fosse livre. O Presidente Jacob Zuma reconhece isso. Felizmente tem havido uma grande aproximação entre os dois chefes de Estado que se estendeu aos negócios. Mas ainda há questões pendentes. A África do Sul apresentou um dossiê para o cancelamento mútuo de vistos, mas Angola diz que ainda não está preparada. Por outro lado, ainda persiste uma grande burocracia na aprovação dos projectos de investimento das empresas sul-africanas”, lamenta.
Teddy conhece esses entraves melhor do que ninguém. Embora viva em Joanesburgo, ele passa grande parte do tempo no seu país natal. A Bongani nasceu como empresa de direito angolano em 2004. Além dos dois negócios já referidos — Emirates e Flo-Tek — o grupo tem montado em Cacuaco uma fábrica de corte de pedras naturais, oriundas da Turquia e da África do Sul, comercializadas através da sua subsidiária Allaturca. Também em Cacuaco irá inaugurar, em Junho, uma serração de madeira, construída em parceria com os australianos Timms e o grupo Neto, que representará um investimento de 20 milhões de dólares.
Outro projecto, cujo contrato foi assinado recentemente, é relativo à energia. A Bongani comprou helicópteros que fizeram o rastreio das linhas de transporte de electricidade a pedido da empresa pública ENE. A auditoria realizou-se de Abril a Novembro do ano passado e representou um investimento de 74 milhões de dólares. “Fizemos 1342 quilómetros de auditoria e ficámos surpreendidos com os resultados. A média internacional é de haver uma ocorrência de interrupção de energia a cada 10 quilómetros. Em Angola havia 94 ocorrências por cada 10 quilómetros. Concluímos que da energia produzida nas barragens, como a de Cambambe, por exemplo, apenas 40% chegam a Luanda.” A EXAME visionou o filme da operação e constatou que existem muitos postes de energia derrubados e em mau estado devido à falta de manutenção e às reparações de emergência. Havia torres invadidas por vegetação, outras imersas em água e um grande número com casas edificadas por baixo das torres, ou seja, em perigo iminente. “O contrato é de três anos e inclui a formação do pessoal da ENE para trabalhar com postos de alta tensão. A operação começa este ano e a primeira fase abrangerá 40 quilómetros ao redor de Luanda. Parte do trabalho terá alguma complexidade técnica. Lavar os isoladores, por exemplo, será feito através de helicópteros. Mas a reparação não implica a interrupção do fornecimento de energia. Nunca se fez nada do género em Angola”, esclarece Teddy de Almeida.

No capítulo da construção civil, a Bongani já edificou 60 casas no Zango, um projecto no âmbito do programa do Governo para a habitação social. Agora, em parceria com a Tamar e a Pérola Verde (cooperativa das Forças Armadas), irá construir 18 mil casas em Cacuaco, perto da nova centralidade. As habitações custarão 500 mil dólares e o valor será descontado directamente nos salários dos compradores (500 dólares por mês). Trata-se de um projecto a desenvolver em dois anos e meio e que, numa segunda fase, poderá chegar às 100 mil casas em várias províncias angolanas.
Mas nem tudo correu bem nos investimentos da Bongani em Angola. “Por exemplo, nós já estivemos no negócio da camionagem. Investimos 3 milhões de dólares na frota e hoje temos 15 camiões parados”, recorda. O grupo esteve envolvido na recolha e tratamento do lixo para o governo provincial de Luanda, mas o contrato foi interrompido. Um outro projecto previsto, a construção de uma fábrica de sumos, também não avançou “Fizemos um estudo de viabilidade muito detalhado, com apoio de uma consultora, e o investimento seria de 2 milhões de dólares. No dia em que quisermos avançar o trabalho de campo já está feito.” O grupo tem igualmente uma fazenda de 670 hectares no Kwanza-Sul que tem 40 empregados, mas debate-se com problemas no escoamento dos produtos agrícolas. “Por isso é que é tão importante diversificarmos a nossa actividade”, resume o empresário.
É também em nome dessa estratégia de diversificação que a Bongani está envolvida noutros projectos fora de Angola. Na África do Sul está, entre outras, nos sectores do imobiliário, mineração, telecomunicações e energia (comprou recentemente três empresas). Na Namíbia está presente na madeira e energia. E no Dubai (fruto da ligação com a Emirates Airlines) está no turismo e trading.
Somando todos estes projectos, a facturação do grupo no ano passado ascendeu a 280 milhões de dólares e a estimativa é que chegue aos 400 milhões em 2012. Se incluirmos as participadas, hoje, a Bongani emprega 892 trabalhadores. Nada mau para um grupo que ainda está na adolescência (nasceu há 14 anos) e que em Angola não passa de uma criança (tem apenas oito).
Bongani Group
1998 (2004 em Angola)
Luís Cupenala, chairman Teddy de Almeida, director-geral
Trading, imobiliária; construção; energia; gestão de resíduos; florestas; maquinaria; mineração; indústria; bebidas; agricultura; consultoria
Bongani Investment & Consultants; Bongani Resources; Bongani Properties & Constrution; Bongani Industrial & Manufacturing
Angola, África do Sul, Namíbia e Dubai
280 milhões de dólares em 2011 (estimativa de 400 milhões em 2012)
892 (incluindo subsidiárias)
www.bonganigroup.com
Bongani Investment & Consultants
Allaturca (participada)
Dedica-se à importação e marketing de pedras naturais (pavimentos, mármores, granitos, azulejos, porcelana, cerâmica). Tem uma tradição de 40 anos no ramo, possui cinco fábricas na Turquia e exporta para dez países (entre os quais Angola).
Bongani Energia
Empresa do grupo dedicada ao sector da energia eléctrica. Está envolvida num grande projecto em Angola de mapeamento, auditoria e manutenção do transporte de energia eléctrica (contrato de três anos celebrado com a empresa pública ENE). Também actua na instalação de sistemas de energia pré-paga (em curso na Zâmbia).
Bongani Travel & Tours
Agência de viagens angolana que representa a companhia de aviação Emirates em Angola (oferece três voos directos de Luanda para o Dubai).
Telfree (participada)
Serviços de telecomunicações (voz sobre IP) na África do Sul.
Bongani Trading
Primeira empresa do grupo (ainda activa) nascida na África do Sul.
Bongani Automaquinaria
Detém um parque com cerca de 30 empilhadoras e camiões de grande porte destinados a grandes obras de construção civil.
Onduli Electrical
Sediada na Namíbia fornece produtos e serviços para companhias eléctricas, caminhos-de-ferro e empresas mineradoras e industriais.
Frutti sumos
Tenciona construir uma fábrica de águas e de sumos (laranja, manga, maça e tropical). Já foi feito estudo de viabilidade para Cacuaco, mas o projecto continua em stand-by.
Protective Structures
Fabrica abrigos de protecção para caixas e subestações eléctricas através de uma patente própria válida para 15 anos (África do Sul).
Flo-Tek
Empresa líder na produção de plásticos em Angola com uma fábrica em Viana desde 2005. Produz 75 produtos (tanques de água, baldes de tintas, recepientes para o lixo, Pet e tampas para garrafas, tubos de irrigação e pinos de trânsito).
Kudiyela Forest Group
Lidera o consórcio que está a construir uma serração de madeira em Cacuaco, que representa um investimento de 20 milhões de dólares. Os parceiros são os australianos da Timms Group e o grupo Neto.
Bongani Timber
Tem uma licença para explorar madeira na zona fronteiriça entre Angola e Namíbia. Neste país a serração emprega 27 pessoas e tem um stock de 1800 metros cúbidos de madeira tratada.
Bongani Farm
Fazenda agrícola de 670 hectares no Kwanza-Sul, com 40 empregados e que é um dos fornecedores da rede Shoprite. No futuro, poderá também dedicar-se ao ecoturismo.
África do Sul
Fundo de investimento imobiliário que detém, entre outras, a Bongani House, complexo de escritórios em Sandton e as residências de luxo Hyde Park, ambas em Joanesburgo, e a Houtbay na Cidade do Cabo.
Angola
Construção de 60 casas no Zango (apoio ao programa do Governo angolano de habitação social). Em parceria com a Tamar e Pérola Verde (cooperativa das Forças Armadas) vai edificar 18 mil casas em Cacuaco. Numa segunda fase, o projecto poderá chegar às 100 mil casas em várias províncias angolanas.
Dubai
Além do escritório da Bongani, possui trading e empresa de equipamentos.
Billion Group
Lidera consórcio de investidores envolvido em estudos de propecção de petróleo na Namíbia (bloco 17) e no Gana. Neste pais está igualmente em estudo a exploração de uma mina de ouro e outra de cobre no Congo democrático.
Lontoh Coal
Mineradora (carvão e antracite) presente na África do Sul (minas de Kwasa e Hloban), no Zimbabwe (Lubimbi) e Moçambique. Está cotada na Bolsa de Hong-Kong e este ano fará uma OPI que visa financiar o seu plano de expansão.
Undondolo Investments
Criada em 2009, na África do Sul, está envolvida em projectos que beneficiam do apoio do governo sul-africano através do programa Black Empowerment (descriminação positiva de empresários negros).
Imobiliário
Edifícios em Sandton, Joanesburgo
Energia
Reparação de torres em Angola
Madeira
Nova serração nascerá no Cacuaco
Casas sociais
Projecto para 100 mil habitações
Espiritualidade
Teddy é pastor. Herdou a vocação do pai
Flo-Tek
Fábrica em Viana é gerida por dois especialistas indianos: Shridhar (à esquerda de Teddy) e Vijay Raghavan (à direita)
Emirates
Experiência prévia com a South African Airways foi decisiva para a vitória no concurso da Emirates Airlines em Angola
Luís Cupenala fez 50 anos no dia 9 de Janeiro. “Meio século de vida é a altura ideal para se fazer um balanço.” Foi a pensar nisso que decidiu lançar um livro onde procurará deixar um legado para as novas gerações (o gestor tem quatro filhos). A vida de Luís
é repleta de peripécias. Nasceu no Kwanza-Sul e não esconde as origens humildes marcada pela perda dos pais durante guerra. Em 1982, foi viver para o Huambo onde fez o curso de Telecomunicações e Transmissões com bolseiro. Foi aí que conheceu Valentim Amões que viria a ser uma espécie de “segundo pai” (como é sabido o carismático empresário faleceu num trágico acidente de avião em 2008). Luís começou a trabalhar com o seu mentor em 1985, no Cuando Cubango,
na área financeira e um ano depois voltou ao Huambo onde ascendeu rapidamente a gerente.
Em 1993, já em Luanda, tornou-se director-geral. Foi sob a sua liderança que o grupo Valentim Amões seguiu uma ambiciosa estratégia de diversificação. No âmbito da expansão para a África do Sul, Luís conhece Teddy de Almeida (foi-lhe apresentado por Bartolomeu Dias, também ele um amigo e parceiro de negócios). O jovem era na altura o presidente da associação dos estudantes angolanos no país do “arco-irís” e entre os dois desenvolveu-se uma cumplicidade imediata (reforçada mais tarde com o casamento de Luís com uma sobrinha de Teddy). Este, por sua vez, começou a trabalhar no grupo Valentim Amões em 1995 chegando rapidamente a director-geral para a África do Sul. A dupla foi responsável, entre outras, pela conquista da representação da South African Airlines em Angola. Em 1998, o sonho de criar um negócio próprio falou mais alto e Luís mudou-se com a família para Joanesburgo. Um ano depois, nascia o grupo Bongani detido em partes iguais por Luís e Teddy.
A dupla inseparável partilhava outro gosto comum. Ambos são crentes. “Os meus pais eram católicos e deles herdei os valores e o gosto por uma vida recatada. Mas a minha preferência foi para a igreja apostólica. Foi a fé que trouxe as pessoas certas à minha vida”, refere. É também por isso que hoje a Bongani aplica parte do que ganha em acções sociais junto da comunidade. Outra das bandeiras do grupo é a formação. “Cerca de 80% dos nossos directores têm um mestrado pago por nós”, diz Teddy de Almeida. Os dois líderes dão o exemplo. Luís está neste momento a realizar um mestrado em Liderança, no Robert Kennedy College, da York St John University, que completa o MBA que frequentou na Mancosa (Management College of Southern África).
Teddy, por sua vez, está fazer o doutoramento em Teologia, no Covington Theological Seminary, e tem um MBA pela Mancosa e fez um programa avançado de Gestão no MAP (Wits Business School). “Costumo ir no mínimo a quatro seminários por ano e algumas vezes sou convidado para palestrante”, diz com orgulho.
Nada fazia prever, porém, que Teddy (nome que resulta da contracção de Tiófilo Lourenço de Almeida) se tornaria empresário. Teddy, 43 anos, nasceu no Lobito e casou recentemente com uma apresentadora da Tv Zimbo e tem sete filhos. A guerra em Angola levou os pais a emigrarem para a Namíbia quando tinha apenas 7 anos. Fez os estudos secundários na capital, em Windhoek, e os superiores em Joanesburgo, onde se licenciou em Ciências Médicas (“na altura quem era bom a Matemática e Física ia para este curso”, justifica). No entanto, a vocação religiosa que herdou do pai (foi pastor da igreja evangélica) falou mais alto. Decidiu, por isso, passar quatro anos no seminário e fazer um curso de Teologia. Hoje também ele é pastor do Ministério Aleluia, actividade que desenvolve em paralelo à sua carreira de empresário. “Vivo em Joanesburgo, mas passo cerca de 30% do meu tempo em Angola e outros 30% na Namíbia. Sempre que viajo procuro passar a mensagem, em regra duas vezes por semana, às sextas-feiras e domingos, e celebro casamentos, funerais e baptizados”. Teddy diz que esta vertente espiritual é muito importante, dado que assim conhece e fala com todo o tipo de pessoas, sobretudo as humildes, e escuta os seus problemas. “Muitos lideres angolanos vivem em redomas de vidro, alheados da realidade”, lamenta. Presentemente o Ministério Aleluia tem igrejas em Viana, Morro Bento, Bairro Operário e Camama e também está na Namíbia e na África do Sul. Além das igrejas, o grupo Bongani apoia projectos comunitários. Um dos mais recentes foi a criação de uma escola de alfabetização para mulheres que já tem 140 alunos. “Verificámos que 80% a 90% das pessoas que frequentavam a igreja não sabiam ler nem escrever e resolvemos agir”, justifica. Além da aposta na educação, Teddy acredita que Angola precisa de recuperar os valores morais depois de tantos anos de guerra. Ele próprio dá o exemplo, dado que não bebe e procura fazer uma vida o mais regrada possível.
Nos tempos livres, gosta de desporto (devido à juventude passada na África do Sul é fã de futebol, râguebi e críquete). É também um apaixonado pela fotografia e pelo jazz. Outra faceta curiosa é o seu domínio de línguas (11 no total): português, inglês, alemão, afrikaans e zulu e a maioria das línguas nacionais que se falam no Norte da Namíbia e Sul de Angola.
Quem diria que duas pessoas unidas pela fé, por uma sólida amizade e até pelos laços familiares, formariam também uma dupla de sucesso nos negócios. O povo costuma dizer “amigos, amigos negócios à parte”. Mas felizmente diz também que “todas as regras tem uma excepção”. E o caso do grupo Bongani, como se vê, é, em todos os sentidos, excepcional.