| info@opais.net

Luanda
Clique para aceder á Revista
RSS

Reino Unido

Londres procura extraditar radical islâmico

O governo britânico está a tentar encontrar uma forma de extraditar para a Jordânia Abu Qatada, que chegou a ser considerado o líder espiritual da Al-Qaeda na Europa.

As autoridades de Londres classificam o pregador islamista, que saiu segunda-feira da cadeia, como um perigo para a segurança nacional.

Mas o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos opõe-se à extradição.

A libertação motivou protestos de meios conservadores e da imprensa tablóide. O diário “Sun”, que lançou uma petição de apelo ao primeiroministro para que extradite Qatada, indicou esta terça-feira ter já recolhido 79 mil assinaturas. O “Daily Mail” escreveu, a partir de uma entrevista que disse ter feito na Jordânia: “Mesmo a mãe quer vê-lo expulso do Reino Unido.

O secretário de Estado da Segurança, James Brokenshire, foi enviado a Amã para tentar obter garantias que convençam o Tribunal Europeu de que Qatada pode ter um julgamento justo na Jordânia, onde é acusado de terrorismo.

Abu Qatada, 51 anos, refugiado no Reino Unido desde 1993, esteve a maior parte dos seis últimos anos na prisão. Em Janeiro, o tribunal de Estrasburgo considerou a detenção ilegal e pronunciou-se contra a extradição, por considerar que o processo da justiça jordana, que o julgou à revelia em 1998, se baseará em testemunhos obtidos sob tortura.

O pregador islamista está, para já, sujeito a um rígido esquema de vigilância: tem de estar em casa 22 horas por dia, com pulseira electrónica, sem acesso à Internet nem a telemóvel. Não pode também entrar em mesquitas, liderar orações, publicar ou reunir-se com 27 pessoas de uma lista de suspeitos de apoio ao terrorismo. Mas dentro de três meses pode ficar em liberdade sem restrições — o que explica a urgência do Governo.

Qatada é autor de sermões radicais, incluindo um em que justificava ataques suicidas.

As autoridades britânicas indicam que vídeos seus foram encontrados num apartamento usado na Alemanha por três dos autores dos atentados de 11 de Setembro. Organizações de defesa dos direitos humanos e associações muçulmanas afirmam que nunca ficaram provadas ligações a células terroristas.

22 - 2 -2012
 
0
 

Comentários

Nome

E-Mail

Comentário


Enviar Comentário
 
 

Newsletter



Subscreva tambem a newsletter da Exame

Capas da edição nº 281

 
 
 
Assine OPaís Online