O extremo poste norte-americano do 1 de Agosto, Reggie Moore, confirmou a O PAÍS, em Benguela, que já ouviu algumas pessoas a comentar a eventualidade de vir a vestir a camisola da Selecção Nacional.
O jogador assegurou que nunca foi oficialmente abordado pela direcção da Federaçao Angolana de Basquetebol (FAB) a respeito do assunto, considerando que tudo não passa de especulações.
O extremo poste adiantou que se for convidado a adquirir a nacionalidade angolana tem de pensar muito, porque não é uma decisão que pode ser tomada da noite para o dia.
Reggie Moore disse que adquirir uma outra nacionalidade é uma questão séria, sendo, entretanto, importante usar a razão e deixar a emoção de lado, porque as coisas podem não correr como gostaria que corressem.
O atleta considerou normal existirem processos de nacionalização, acrescentando que não vê nisso, desde que a pessoa em causa tenha qualidade, mal nenhum.
O poste militar reconheceu que o basquetebol angolano é muito forte, embora esteja ‘em baixo’ devido ao cíclico por que passam muitas equipas e selecções.
Reggie Moore fez saber que com políticas boas as coisas podem mudar no basquetebol angolano e que só serão nacionalizados aqueles atletas que se achar que o merecem. Haverá os que podem não dar resposta aos objectivos que se pretendem atingir.
O jogador adiantou que, mesmo com algumas dificuldades, Angola pode conseguir o apuramento para o Torneio Pré-Olímpico de acesso aos Jogos de Londres’2012 em Setembro, classificando Angola como a melhor selecção africana, mesmo tendo perdido o último Afrobasket em Madagáscar em 2011. Parte com um estatuto que pode intimidar os outros adversários.
Segundo o atleta do 1º de Agosto, Angola é hoje uma força a ter em conta no basquetebol mundial, pelo facto de ter uma identidade própria quando está em campo para defrontar grandes adversários.
O jogador disse que o Torneio Compal permite que os clubes ganhem mais rodagem competitiva, porque só com mais jogos é que as equipas se fortalecem dentro e fora de portas.
Reggie Moore confessou que com estes desafios os jogadores aprendem a perder o medo, entregandose mais noutras provas internacionais, tal como acontece noutras paragens.