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Taxas de juro caem 23% num ano para o crédito a particulares em kwanzas

As taxas de juro aplicadas ao crédito a particulares em moeda nacional estão em queda. As taxas a mais de um ano recuaram 4,2 pontos percentuais entre Dezembro de 2010 e igual mês de 2011. Já a remuneração dos depósitos caiu acentuadamente

D e acordo com as estatísticas publicadas pelo BNA, a análise da evolução das taxas de juro nominais, o preço do dinheiro teve, ao longo de 2011, tanto no que respeita ao crédito às empresas como no que toca ao crédito a particulares, uma evolução oscilante, denotando-se contudo uma tendência decrescente. A taxa de juro nominal aplicada aos empréstimos a particulares em moeda nacional para períodos superiores a um ano caiu 23% entre Dezembro de 2010 e o mesmo mês de 2011, o correspondente a 4,2 pontos percentuais, passando de 18,6% para 14,4%. Ainda no que respeita ao crédito a particulares, a taxa de juro nominal para os empréstimos em moeda nacional até 180 dias desceu de 19,4% em Dezembro de 2010 para 15,8% em igual mês de 2011. A taxa de 181 dias a um ano aplicada aos empréstimos a particulares em moeda nacional recuou de 24% em Dezembro de 2010 para 14,7% no último mês de 2011. Já as taxas aplicadas ao crédito a particulares em moeda estrangeira para maturidades superiores a 180 dias não denotaram uma quebra tão significativa.

Ainda assim, a taxa de 181 dias a 1 ano em moeda estrangeira recuou de 8,2% em Dezembro de 2010 para 7% em Dezembro de 2011 e a taxa a mais de um ano de 9,3% em Dezembro de 2010 para 7,3% no mesmo mês de 2011. Por sua vez, as taxas aplicadas ao crédito a particulares em moeda estrangeira até 180 dias registaram volte-faces ao longo do ano, tendo passado de 16% em Dezembro de 2010 para 3,8% no último mês de 2011.

Empresas com taxas um pouco mais baixas

As taxas nominais aplicadas ao sector empresarial apresentaram uma quebra menor que as aplicadas nas operações activas em moeda nacional efectuadas com particulares, partindo embora de um patamar ligeiramente inferior. As taxas nominais até 180 dias passaram de 19% em Dezembro de 2010 para 16,7% em Dezembro de 2011. De salientar, entretanto, que para esta maturidade as taxas nominais registaram, ao longo do ano, uma significativa oscilação, chegando a atingir os 21% em Fevereiro e os 12,6% em Outubro de 2011.

No que concerne às taxas nominais de 181 dias a um ano e acima de um ano a tendência para a baixa não é clara, pois embora na comparação entre Dezembro de 2010 e o mesmo mês de 2011 se constate uma descida de, respectivamente, 1,9 e 6,6 pontos percentuais, a verdade é que foram vários os meses ao longo do período que registaram taxas nominais superiores à registada em Dezembro de 2010.

Já no que respeita ao crédito ao sector empresarial em moeda estrangeira o caso muda de figura. Só para nas taxas até 180 dias se consegue vislumbrar uma tendência de descida. Para este período a taxa, que era de 14,8% em Dezembro de 2010, fixava-se em 9,2% em Dezembro de 2011. Já a taxa nominal de 180 dias até um ano, sendo de 8,7% em Dezembro de 2010 mantevese sempre, ao longo do último ano acima dos 10%, chegando a atingir 12,7% no mês de Março e fechando o ano em 9,2%. Para o período acima de um ano a taxa nominal era de 9,9% em Dezembro de 2010, tendo mantido quase sempre acima desta ao longo do ano, e atingido 10,3% em igual mês de 2011 No que respeita às operações passivas é de salientar o aumento da taxa nominal que remunera os depósitos a mais de um ano em moeda nacional. Com efeito, a taxa que incide sobre este tipo de aplicações era de 1,7% em Dezembro de 2010 tendo aumentado para 5,2% no mesmo mês de 2011, mantendose quase sempre acima de 7% de Janeiro a Novembro.

Já a taxa nominal que incide sobre as aplicações de curto prazo (até 1 ano) tiveram uma subida nos dois primeiros meses do ano e demonstraram posteriormente uma tendência de queda em linha com a evolução dos títulos do mercado monetário (TBC’s e BT’s). Assim, por exemplo, as aplicações para o prazo de 91 a 180 dias era de 10% em Dezembro de 2010, atingiu mesmo 12,3% em Fevereiro de 2011 para depois encetar um movimento de quebra acentuada, quedando-se por 5% no último mês de Dezembro.

A remuneração dos depósitos a prazo até 90 dias em moeda moeda estrangeira não é particularmente atractiva, sendo que a respectiva taxa de juro nominal se situava em 2,3% em Dezembro de 2010 e um pouco mais acima (2,4%) no mesmo mês do último ano.

Mais compensadora é a taxa nominal em moeda estrangeira para a maturidade de 181 dias a um ano, tendo aumentado de 2,7% em Dezembro de 2010 para 3,7% em Dezembro de 2011. Já os depósitos a prazo a mais de um ano em moeda estrangeira, evoluindo embora erraticamente, apresentam uma maior estabilidade no que toca às taxas nominais aplicadas. Em Dezembro de 2010 era-lhes aplicada uma taxa de 1,1%, a qual, em igual mês de 2011, se situava em 3,2%.

Registe-se ainda a quebra da taxa nominal para os depósitos à ordem, tanto em moeda nacional como em moeda estrangeira. A primeira passou de 2,4% em Dezembro de 2010 para 0,1% em igual mês de 2011, enquanto a segunda caiu de 0,1% em Dezembro de 2010 para 0,0% em Dezembro de 2011.

5 - 3 -2012
 
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