É impossível falar dos 33 anos de história do Girabola sem se mencionar dois grandes emblemas do futebol nacional, Atlético Sport Aviação (ASA) e 1º de Agosto, por serem os únicos que participaram em todas as edições da maior festa do futebol angolano.
O primeiro foi fundado em 1953, tendo no seu currículo três títulos do Girabola (2002, 2003 e 2004), duas taças de Angola e quatro supertaças.
Por seu lado, o 1º de Agosto, constituido em 1977, é o segundo mais titulado de Angola, com nove títulos, atrás do Petro de Luanda, o mais consagrado, com 15.
Todas as conquistas acima mencionadas fazem destas duas equipas como uma das mais poderosas do futebol nacional, embora estarem nos últimos anos longe dos níveis que os seus adeptos desejam.
Os percursos destas equipas não ficam apenas no plano doméstico, pois nas provas da Confederação Africana de Futebol (CAF) já representaram, com algum brilho, o nome de Angola, embora não tivessem atingido o pódio.
Hoje, falar do bom nível destes dois emblemas deixa sempre algumas reticências, porque perderam um pouco da sua chama. A formação militar não consegue, há alguns anos, construir uma equipa sólida capaz de recuperar a mística de outros tempos, o que faz com que os saudosistas voltem ao passado, lembrando-se das velhas glórias do clube, como Carlos Alves, Napoleão, Daniel Ndunguidi, Mané Vieira Dias, entre outros.
Também os aviadores fazem uma longa travessia no deserto. O actual ASA está longe das performances do inicio da década de 2000, construídas pelo português Bernardino Pedroto, o mentor dos três troféus do Girabola e de tantos outros pousados na galeria do clube aviador.
Uma descida de divisão é, talvez, algo impensável, mas o facto é que, quer o 1º de Agosto quer o ASA, parecem estar uns níveis abaixo dos emergentes Recreativo do Libolo e Kabuscorp, que escrevem uma nova página no futebol nacional. Prova disso mesmo é a temporada passada.