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Ruína do Forte da Cameia em risco de desabar por falta de manutenção

Luena – A Ruína do Forte da Cameia, situada a 102 quilómetros a leste do Luena, no município com o mesmo nome, corre o risco de desmoronar por falta de manutenção, revelou hoje, terça-feira, no Luena, o chefe do departamento histórico-cultural, Miguel Carlos André.

Em declarações à Angop, a fonte explicou que este é o único monumento da província considerado património nacional, desde Abril de 1989, simbolizando a luta de resistência dos povos nativos contra a ocupação colonial portuguesa.

Para salvaguardar o património cultural, solicitou a administração municipal e as autoridades tradicionais locais, em colaboração com a população, para envidarem esforços que visam a sua recuperação e conPara além deste património, estão registados outros 91 monumentos e sítios históricos que ainda carecem de manutenção e nomeação para património nacional.

O chefe do departamento cultural destacou 27 monumentos de arquitectura religiosa e funerária, 24 de arquitectura civil, 13 sítios naturais, oito ruínas, igual número de sítios históricos, cinco monumentos de escultura e uma zona histórica, constituindo uma memória colectiva do povo da região.

Indicou, por outro lado, a localidade de Lunhameji, onde foram assinados, em Outubro de 1974, os acordos de cessar-fogo entre o então governo português e o MPLA, bem como a de Cassongo, onde foi rubricado igualmente o acordo formal entre as extintas Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA Governo) e as Forças Armadas de Libertação de Angola (FALA UNITA), em Maio de 1991, como sendo sítios não classificados.

15 de Março de 2012
10:18
 
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