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Partido Político

Nova Democracia apresenta Estado-maior da campanha

O político foi empossado nesta quinta-feira, 15, juntamente com outros catorze integrantes do “estado-maior da campanha” desta plataforma que congrega seis partidos políticos legalmente habilitados a desenvolverem actividade política em Angola.

A despeito de não ter avançado as linhas de apoio de toda a estratégia a ser seguida durante o período de campanha, Quintino Moreira, presidente desta plataforma política, deixou claro que a mesma deverá resultar do “recenseamento das estratégias eleitorais dos partidos membros da coligação”, as quais devem abarcar as grandes questões da nação no plano político, económico, social e cultural.

Enquanto se aguarda pelo soar do gongo, Moreira aconselhou os seus correligionários a prosseguirem com o trabalho de diagnóstico das grandes questões que inquietam a nação, devendo enriquecê-lo com sugestões da sociedade.

“Deveis percorrer Angola adentro socorrendo-se das estruturas partidárias (…) auscultar todas as camadas sociais do nosso povo para que tenhamos uma visão mais ampla das diversas preocupações que as aflige”, lembrou o político.

Feito isto, “deveis passar imediatamente à acção”, tendo em conta que a condução de uma campanha eleitoral é uma tarefa árdua que exige carácter, atitude, imaginação e determinação.

Nos últimos tempos alvo de críticas ácidas por parte de quem considera “políticos mal-intencionados” que conotam esta plataforma como satélite do partido no poder, o líder da Nova Democracia rebate estas leituras afirmando que estão redondamente enganados “aqueles que pensam que atacando-nos atingirão o partido da situação”, pois, prosseguiu, “somos duas famílias políticas completamente diferentes e opostas em termos ideológicos e mesmo do ponto de vista de análise e interpretação dos fenómenos que giram em torno de Angola e do mundo”.

Apesar desta divergência a ND, no entendimento do seu líder, pugna pelo consenso sempre que haja necessidade de uma continuidade de ideias que façam o país avançar, já que na construção do grande edifício nacional os angolanos estão destinados a viverem juntos e a se complementarem. Quintino Moreira pediu, por isso, calma e serenidade aos seus correligionários na hora de desenvolver o trabalho da campanha eleitoral.

Abstenção, inimigo a abater

Ao estado-maior da campanha da ND foi sublinhada a importância do conteúdo esclarecedor do seu trabalho nesta fase sob pena de gerar um sentimento de desinteresse e desconfiança que podem implicar uma baixa taxa de participação dos eleitores no acto de votação.

O líder da ND reconhece, contudo, que além de um eventual engajamento sofrível dos partidos durante a campanha eleitoral, a sua mobilização, a data do acto eleitoral também pode ter reflexos perniciosos na taxa de participação.

Como antídoto Moreira propõe “tudo fazer para evitar que a abstenção se transforme no maior vencedor das eleições que se avizinham”, sublinhando o quão imperioso é “que as eleições estejam rodeadas da dinâmica nacional e com resultados que exprimam o forte enraizamento partidário na sociedade”.

Propondo-se em muitos pronunciamentos o desafio de alcançar o estatuto de terceira força no próximo pleito eleitoral, no seu discurso Quintino Moreira foi cauteloso ao considerar que não se pode consentir a morte política da coligação para depois reaparecer com outras roupagens. “Devemos sim, assegurar a permanência continuada na cena política angolana, pois, temos deveres e metas a cumprir seja qual for o preço”, disse apelando para o despertar das consciências dos eleitores para façam uma escolha racional nas urnas.

 

21 - 3 -2012
 
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