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População terá casas com melhores condições de saúde pública

A coordenadora do projecto do Jardim Botânico, Irene Barata, garantiu que as famílias que vivem no aterro com cerca de um milhão de toneladas de lixo e nas cercanias daquele bairro do Golfe II serão transferidas para áreas com melhores condições de saúde pública. “No momento da concepção do projecto nós sabíamos que há pessoas que moram ali, o que constitui um grande problema de saúde pública, porque os lixiviados são extremamente contaminados, visto que todas as substâncias letais ficam nela e podem causar graves problemas à populaçãos que vive em cima ou ao arredor da lixeira”, explicou.

O projecto foi oferecido pela Cooperativa Cajueiro ao Governo Provincial de Luanda há mais de três anos. Engloba as três grandes lixeiras que se encontram naquela circunscrição. Comporta ainda a construção de espaços temáticos, de leituras, de organização de congressos, seminários e outros onde os estudantes poderão desenvolver projectos de investigação cientifica.

Atendendo à falta de jardins que se regista naquela zona, prevê-se que o Jardim ajude no desenvolvimento e na melhoria paisagística. Será também um espaço onde os habitantes poderão passear mais e aprenderem sobre o clima e as espécies vegetais existentes no nosso país.

“O estudo para a implementação do mesmo está feito e estamos a aguardar a determinação para o início das obras de recuperação daquele perímetro onde será erguido o parque”, explicou a responsável.

Assim que receber o aval para o arranque das obras, a direcção do projecto pretende efectuar um estudo para se apurar a quantidade de biogás que sai do local, tendo em conta que no aterro do Golfe II foram depositados diversos resíduos. Essa actividade será feita antes da cobertura do próprio lixo, que servirá ainda de entulho. A segunda fase compreende a recuperação paisagística daquilo que será o primeiro grande projecto de recuperação ambiental em Angola.

“O projecto quer mostrar o que nós podemos fazer com os resíduos e educar as pessoas o porquê que é importante não deitar lixo no chão, fazermos a reciclagem, como é que podemos aumentar o ciclo de vida dos produtos e de que é feito alguns materiais”, garantiu Irene Baratafrisou, revelando que haverá um pavilhão educação ambiental onde os interessados poderão aprender o que pode ser feito com o lixo.

20 de Abril de 2012
18:36
 
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