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FMI prevê crescimento de Angola de 9.7% em 2012

O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou o World Economic Outlook de Abril, com novas previsões de crescimento mundial. O FMI refere no seu relatório, que África tem sido umas das regiões do Mundo que melhor desempenho económico tem apresentado, tendo sido relativamente menos afectada pela turbulência económico-financeira que tem caracterizado o panorama internacional e mantendo-se relativamente imune à degradação das perspectivas de crescimento ao nível global. De acordo com o FMI, o PIB da região terá apresentado uma taxa de crescimento real de 5.1% em 2011, e prevê-se um crescimento de 5.4% em 2012 e 5.3% em 2013. Por trás desta resiliência da economia africana, o Fundo aponta o facto de África ter poucos laços financeiros com a Europa (epicentro da turbulência financeira) e o facto dos países da região terem conseguido diversificar a sua base de destino das suas exportações, como principais factores que contribuíram para que a região suportasse de forma mais eficiente os efeitos do choque externo.

Particularmente, os países exportadores de petróleo, onde se inclui Angola, apresentam no seu conjunto uma previsão de crescimento de 7.3% em 2012 e 6.2% em 2013. E, entre estes, Angola destaca-se no panorama de crescimento para 2012, sendo que o Fundo prevê uma variação real do PIB de 9.7%, a mais forte da região, o que se justifica pela entrada em funcionamento de novas explorações de petróleo, que deverão dar um contributo positivo à componente de PIB petrolífero. Em 2013, o Fundo prevê um crescimento de 6.8%, ainda assim mantendo-se na liderança do crescimento da região subsariana.

Por outro lado, o FMI prevê que a taxa de inflação de Angola se mantenha acima do esperado, porém numa trajectória descendente.

Nomeadamente, a taxa de inflação deverá situar-se em 11.1% em 2012, devendo descer para 8.3% em 2013. Ou seja, o FMI prevê um percurso mais gradual de convergência da inflação angolana para níveis abaixo da fasquia dos 10%, do que previsto pelas autoridades locais.

Finalmente, refira-se que o FMI prevê que o saldo da balança corrente em 2012 se situe em 9.7% do PIB, face a 8.1% em 2011, o que reflecte o desempenho mais positivo da balança comercial, via aumento das exportações petrolíferas esperadas para este ano.


Research ATLANTICO
26 - 4 -2012
 
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