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Transportes promovem ‘empresas felizes’

Não há volta a dar: na complexa cadeia das relações laborais, o homem é o centro de tudo. O Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, fez questão de discursar num evento onde a consabida ideia ganhou estatuto de vedeta. Apostar nas emoções positivas do homem que trabalha melhora o desempenho geral.

A iniciativa partiu do Ministério dos Transportes mas poderia perfeitamente saltar para a ribalta pensada por qualquer outro sector da sociedade.

Do vasto empresariado público ou do campo dos negócios privados, dava no mesmo. O essencial do conceito é consensual: vale a pena trabalhar-se para a estruturação de “empresas felizes”, onde valores como o mérito e o talento individual são tomados em linha de conta por quem gere.

Digamos que não é o tipo de eventos a que o Presidente da República em regra empresta o seu prestígio, fazendo-se presente no acto de abertura ou, menos ainda, proferindo discursos.

Quis, por isso, passar um sinal claro ao mercado, à sociedade, aos angolanos.

Foi transmitir solidariedade e apoio aos quadros (no caso, do Ministério dos Transportes) que entenderam pertinente lançar o desafio de se chamar o homem que trabalha, que produz a riqueza, que dedica horas fundamentais da sua vida a laborar, para o centro das atenções no contexto da produção.

O Chefe de Estado deixou ditas inúmeras verdades, vectores múltiplos que se encaminham para o mesmo: “a importância de um clima de harmonia e bom ambiente no local de trabalho”.

É isso, em curtas palavras, o que se entende (e pretende) com o conceito de “empresas felizes”, iniciativa que José Eduardo dos Santos referiu como “inédita e criativa”, louvando, por isso, os organizadores do seminário: “Os organizadores deste seminário estão de parabéns e merecem o nosso louvor”, disse, de modo directo.

Promovido o evento para fazer a apologia da nova ideia, com prelectores que a desenvolveram com os seus saberes, o Presidente da República acabou, também ele, por assumir papel pedagógico explicando a lucidez que vai pela cabeça de numerosos gestores com visão por este mundo competitivo, ao apostarem na filosofia dos locais de trabalho transformados em extensões da própria felicidade dos funcionários. Disse: “No mundo moderno, tendencialmente cada vez mais globalizado, têm sido adoptados padrões e rotinas de trabalho por gestores que compreenderam quão necessário é, além de uma boa organização e disciplina laboral, gerar emoções positivas e estimular as virtudes e talentos individuais para o sucesso e a realização de todo o colectivo”.

 

Gerar felicidade e confiança

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No discurso que proferiu no seminário sobre “empresas felizes”, da iniciativa do Ministério dos Transportes, o Chefe de Estado falou quase exclusivamente sobre o tema, acabando, com isso, por lançar para debate – ou, no mínimo, a reflexão geral – uma ideia que passa ao lado de uma massa enorme de funcionários com responsabilidades de liderança.
Respigos, a seguir, das ideias fundamentais deixadas na abertura do evento:“As nossas empresas do sector público e privado vão ganhando pouco a pouco consciência da importância da satisfação dos anseios dos seus trabalhadores para o cumprimento das suas tarefas e para a concretização dos seus objectivos.
As empresas não podem perder de vista a sua responsabilidade social e deixar de promover um maior envolvimento e participação dos trabalhadores, quer ao nível da produção quer ao nível dos benefícios alcançados, permitindo assim a melhoria da qualidade de vida dos seus empregados e um enriquecimento dos conhecimentos, tanto destes como das suas empresas.
O caminho da felicidade passa obrigatoriamente pela dedicação, sacrifício e aumento das competências.
Passa pela promoção junto dos trabalhadores do exercício da autonomia e da procura de formação e co-responsabilização pelo sucesso da empresa, facultando-se, para o efeito, formação e recursos de suporte ao seu desenvolvimento profissional que permita o aumento e a consolidação das suas competências técnico-profissionais”.

Mérito como farol, barómetroe factor de justiça

O Chefe de Estado, de forma clara, chamou para a ribalta a velha problemática do mérito enquanto divisor das águas: se forem justas as empresas e as suas administrações, as melhores remunerações terão de ser auferidas pelos quadros mais valiosos. Reconhecer o mérito é isso. A propósito, apontou caminhos: “Devemos implementar nas empresas modelos de gestão dos recursos humanos com critérios de remuneração baseados no mérito e numa relação de trabalho dinâmica, tendo por instrumento a avaliação do desempenho.

O reflexo de tudo isso vai necessariamente projectar-se de modo positivo sobre os utentes dos seus serviços ou sobre todas as pessoas que despendem grande parte do seu tempo útil em actividades laborais.

Cria-se deste modo um clima salutar de satisfação pessoal e colectiva, que gera a felicidade e a confiança”.


Como se mostra a “empresa feliz”

Administração que se empenhe no estabelecimento de bases para transformar o colectivo numa “empresa feliz”, tem meio caminho andado para assegurar o bom desempenho geral.

Foi este o modo como o Presidente da República interpretou a performance da empresa mergulhada naquele conceito: “A confiança que se cria entre todos os que directa ou indirectamente estão ligados ou dependem da empresa agora identificada como ‘empresa feliz’, vai reforçar, por um lado, a credibilidade e eficácia da própria empresa e, por outro, satisfazer em maior grau os que beneficiam dos seus serviços ou produtos.Oferecer serviços e produtos de qualidade e manter sempre em perspectiva a excelência dos resultados a alcançar, é muito importante, pois só assim se consegue mobilizar e desenvolver em permanência a participação activa e construtiva de todos num processo que, em última instância, vai beneficiar acima de tudo a sociedade no seu todo”.

Luís Fernando
27 - 4 -2012
 
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Comentários

  1. Tânia
    2012-05-02 09:50:01
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