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UNITA

Samakuva bate-se por observação internacional das eleições

A UNITA manifestou, na pessoa do seu presidente Isaías Samakuva, o desejo de contribuir para o aprofundamento de forma sustentada da democracia em Angola, durante um encontro com membros da comissão para os assuntos africanos do Senado dos Estados Unidos da América, país em que esteve de visita de 23 a 25 do corrente.

Foi uma ocasião em que o líder da UNITA apresentou a sua visão sobre os últimos desenvolvimentos na cena política nacional e o que reserva o futuro para Angola em termos políticos, económicos e sociais, realçando em particular a preparação das próximas eleições gerais a terem lugar em Agosto próximo.

Sobre este item, Samakuva, cujo partido se vem batendo contra a presença de Susana Inglês à frente da Comissão Nacional Eleitoral, por alegada incompatibilidade, transmitiu aos senadores americanos a ideia da necessidade do processo eleitoral reger-se pelas normas eleitorais vigentes no país para se evitarem situações de tensão e conflitos pós eleitorais.

O caso Susana Inglês que aguarda pronunciamento do Tribunal Supremo aum recurso interposto pela direcção da UNITA, tem condicionado a tomada de posse dos comissários deste partido na Comissão Nacional Eleitoral, onde todos os partidos já estão representados.

Numa altura em que não teve do presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, garantias do envio de observadores às próximas eleições gerais, aquando da visita deste último a Angola, o presidente da UNITA solicitou, no entanto, postura diferente por parte do governo dos Estados Unidos da América.

Em declarações à estação emissora americana Voz da América, Isaías Samakuva deu a entender que não há ainda uma posição fixa do governo dos EUA, mas mantém a esperança de que tal venha a acontecer.

“Ainda não há uma decisão definitiva mas tivemos a sensação de que a nossa mensagem foi bem acolhida”, disse o líder da UNITA.

O político acrescentou ser sua convicção que os Estados Unidos da América “vão trabalhar no sentido de ter os meios necessários para enviar observadores a Angola”, sublinhando igualmente a sensibilidade em relação ao assunto sentida dos seus interlocutores no Departamento de Estado.

Sendo ponto assente a ausência dos observadores da União Europeia, Samakuva reputa de muita importância a presença dos observadores americanos em Angola que, no seu entender, deveriam escrutinar o processo não só durante a fase de campanha, mas também os momentos que a antecedem.

Samakuva manifesta um certo “descontentamento” com a decisão europeia de não enviar observadores a Angola, como transmitido no encontro com Durão Barroso, embora este tenha admitido a possibilidade de envio de peritos para acompanhar o processo.

Tudo parece indicar ser da maior conveniência da UNITA que os EUA enviem mesmo observadores para Angola e reiterou este apelo durante uma alocução sob o tema “A evolução do processo democrático angolano”, uma organização conjunta da Câmara de Comércio Estados Unidos-Angola e do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais Perante uma plateia composta por peritos, académicos, diplomatas, jornalistas, membros da sociedade civil e de multinacionais, Samakuva voltou a pedir o contributo da sociedade americana para a transparência e sucesso do processo eleitoral angolano, propondo igualmente a diversificação da cooperação entre os dois países.

USAID garante apoio técnico à CNE

Se no domínio da observação das eleições, as instituições americanas não se tenham decidido claramente sobre o envio de observadores, no aspecto técnico as coisas estão, contudo, bem definidas.

Em Dezembro do ano passado, durante uma mesa redonda comemorativa dos cinquenta anos de actividade da USAID no mundo, a directora interina desta agência, Janice Weber, assegurou a disponibilidade do governo do seu país, através desta agência, em apoiar os esforços de preparação e realização das próximas eleições gerais em Angola.

Segundo anunciou na ocasião, a Comissão Nacional Eleitoral já havia formalizado junto da Agência do governo dos Estados Unidos da América para o Desenvolvimento Internacional (USAID), o pedido de apoio ao processo eleitoral a ter lugar este ano.

Este apoio, segundo garantias de Janice Weber, será prestado substancialmente sob a forma de assistência técnica à CNE, além da capacitação das ONG’s que poderão intervir na área de educação cívica, quer para o registo eleitoral, quer para o acto de votação.

Dentro dos apoios a prestar, a funcionária da embaixada americana em Angola também enquadrou a difusão de mensagens com informações sobre as questões eleitorais, e aquelas relacionadas com a observação das eleições.

27 - 4 -2012
 
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Comentários

  1. sandro
    2012-04-30 16:17:53
    esta e a realidade quando nos presisamos elis nos virao as costa america,europa so tem enterece na africa propiamente em angola e so dizer pra virem exprorar o petrolio q vem a correr
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