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Preços

Opep poderá aumentar quota de produção

A Opep ainda não inscreveu formalmente na agenda o aumento da sua quota de produção mas poderá fazê-lo já na próxima reunião ordinária, que se realiza a 14 de Junho em Viena. O ministro de Minas e Energia da Argélia, Youcef Yousfi, admitiu, no passado domingo, em resposta a uma pergunta formulada por uma rádio do seu país, que ‘neste momento (a subida da quota) não é tema de discussões mas provavelmente será na Opep’.

O secretário-geral da Opep, Abdullah al-Badri, havia referido, no final da passada semana, que a organização estava a desenvolver esforços no sentido de baixar o preço do barril de petróleo, o qual atingiu os USD 128 em Março, o valor mais elevado verificado desde 2008. O preço do barril subiu entre Janeiro e Março deste ano cerca de 20%.

“Não nos encontramos satisfeitos com os preços a este nível pois haverá destruição no que respeita à procura, referiu al-Badri.

Os países membro da Opep estarão a produzir, revelou o seu secretário-geral, 32,3 milhões de barris diariamente, um valor que se situa 2,3 milhões de barris acima do tecto estabelecido pela organização no final de 2008, quando, sob o aguaceiro da crise internacional o preço do petróleo caiu para USD 35.

No seu relatório mensal respeitante a Abril, a Opep refere que os seus membros, incluindo o Iraque, produziram, no seu conjunto, em Março, 31,312 milhões de barris diários, mais 136,1 barris diários que no mês anterior. Angola produziu, em Março, 1,711 milhões de barris diários (menos 98 mil barris que em Fevereiro).

No entanto, tudo indica que a produção da Opep terá aumentado em Abril, o que deverá ser confirmado com a publicação do relatório mensal da organização, amanhã, sábado. A Arábia Saudita, o principal produtor da organização e maior exportador mundial de petróleo que, de acordo com os dados da organização, produziu uma média de 9,834 milhões de barris diários em Março, está a produzir actualmente cerca de 10 milhões de barris diários e a armazenar 80 milhões de barris para corresponder a uma eventual interrupção inesperada no abastecimento de crude em resultado das tensões entre o Ocidente e o Irão, segundo declarações feitas pelo ministro do Petróleo saudita, Ali al-Naimi esta terça-feira.

A Opep manteve em Março a sua estimativa para a procura mundial este ano, a qual, na perspectiva da organização, deverá situar-se em 88,64 milhões de barris diários, mais 860 mil barris que em 2011. A maior contribuição virá da China, com um aumento de 4,15% na procura e de outros países emergentes, designadamente da Ásia e América Latina, cujo consumo compensará os decréscimos da procura que antecipam para o conjunto da OCDE e, em particular, para os Estados Unidos (menos 51%) e para a Europa Ocidental (menos 1,7%).

15 de Maio de 2012
15:25
 
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