economia mercados
Recuperação A Alemanha deverá continuar a recuperar economicamente no segundo semestre de 2012, após a queda registada no final de 2011, considera o FMI na sua avaliação da economia do país. O Fundo adianta, no entanto, que subsistem riscos no curto prazo, decorrentes da intensificação da crise na Zona do Euro. De acordo com as conclusões preliminares do relatório anual sobre a economia alemã, divulgado terça-feira, a recuperação deve ser impulsionada principalmente pela procura interna, garantindo a estabilidade financeira e ajudando a enfrentar os desafios do enfraquecimento da economia na Zona do Euro. Contudo, o organismo lembra que apesar do fortalecimento recente, o sistema bancário alemão continua vulnerável a choques externos.
PrestaçãoA Grécia vai receber uma nova prestação de € 5,2 mil milhões dos credores públicos. No entanto, a AFP noticia que € 1.000 milhões, destes € 5,2 mil milhões, ficarão bloqueados até segunda-feira, dia em que se realizará a reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro. As decisões foram tomadas quartafeira, após uma conference call dos responsáveis do fundo de resgate FEEF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira), mas surge com um alerta: os próximos empréstimos podem ficar comprometidos.
Prova disso mesmo são as palavras do ministro das Finanças alemão que reclamou a Atenas a manutenção do caminho para sair da crise.«Se a Grécia se quiser manter na Zona Euro, não há melhor solução do que o caminho que já escolheu», disse Wolfgang Schäuble, referindo-se aos pacotes de austeridade e às reformas estruturais a que Atenas se comprometeu para, em troca, receber dois resgates da UE e FMI.
Investimento A China tornou-se o principal destino do investimento alemão no exterior, ultrapassando pela primeira vez a Europa, informou segunda-feira um jornal oficial, citando uma sondagem da Associação das Câmaras de Comércio e Indústria da Alemanha.
Em 2011, o investimento alemão na China atingiu os USD 1,36 mil milhões, mais do que a soma do que a Alemanha investiu na França, Espanha e Itália, indicou a mesma fonte, citada pela Lusa. «Em termos relativos, a China continua a ser um dinâmico motor de crescimento comparado com países como a Espanha ou Grécia, onde não há crescimento absolutamente nenhum», disse um empresário alemão citado pelo «China Daily». A Alemanha é também o maior parceiro comercial da China na União Europeia, assegurando cerca de metade das exportações dos 27 para aquele país e mais de um quinto (22%) das importações.
Aquisição A Galp Energia anunciou terça-feira ter chegado a acordo com a Eni para a aquisição das participações de 21,9% na Setgás e de 10,6% na Lusitaniagás detidas pela petrolífera italiana, por € 40,5 milhões. Com esta aquisição a Galp passará a deter 66,9% e 96,3% das distribuidoras Setgás e Lusitaniagás, passando ainda a consolidar integralmente a primeira, que opera em dez concelhos da zona Sul de Portugal, refere a empresa em comunicado.
Pressão Os Estados Unidos estão a intensificar as suas pressões sobre a Índia para que deixe de importar petróleo do Irão. A passada segunda-feira a secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, em visita à cidade indiana de Kolkata (exCalcutá), disse que os EUA desejam endurecer as sanções económicas ao Irão para obrigar o país a retomar as negociações sobre o seu programa nuclear.
Clinton deu a entender que a redução das importações indianas de Teerão constituiriam uma condição para poupar Nova Deli a sanções financeiras. O Irão é o segundo maior fornecedor de energia da Índia.
Publicamente, o governo local rejeita as sanções ocidentais mas reservadamente tem pressionado as suas refinarias a reduzirem as importações do Irão entre 15% a 20%.
15 de Maio de 2012