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Os olhos do mundo outra vez na Grécia... e em Espanha

Os mercados voltaram a estar ao rubro, depois de conhecidos os resultados eleitorais do último fim-de-semana na Grécia e em França. Em ambos os casos, os respectivos eleitorados manifestaram o desejo de romper com o percurso de austeridade que tem vindo a ser seguido na Europa nos últimos meses, com consequências gravosas em termos de crescimento e custos sociais.

Este sinal foi particularmente notório na Grécia e a situação agravouse pelo facto do partido mais votado estar a ter dificuldades na formação de governo, com a possibilidade de coligação com as facções mais radicais e avessas à prossecução dos planos de austeridades em curso.

Aumenta assim o risco, daqui para a frente, das políticas prosseguidas na Grécia se afastarem do caminho de austeridade que vinha sendo implementado, no âmbito dos pacotes de ajuda financeira.

Entretanto, após uns dias de expectativa relativamente aos desenvolvimentos políticos na Europa que deram fôlego ao mercado espanhol, os investidores voltaram a centrar as suas atenções noutros países europeus com dificuldades orçamentais, e particularmente em Espanha. Aqui, são as preocupações relativamente à sustentabilidade do sector bancário que captam as atenções. Entretanto, aguarda-se que o governo espanhol apresente novas medidas para o sector financeiro, sendo que a injecção de capitais públicos é defendida pelo primeiro-ministro espanhol como uma medida de último recurso. Nesta altura, o prémio de risco país de Espanha já supera os 450 pontos base e os juros da dívida apresentam uma tendência de subida em todo o espectro de maturidades. Para o prazo de 10 anos, os títulos de dívida pública espanhola apresentam uma taxa de juro no patamar dos 6%, tido como referência para um possível recurso a ajuda externa.

Neste contexto, registou-se um aumento dos níveis de aversão ao risco, assentes em renovadas preocupações relativamente ao futuro da Zona Euro. Este nervosismo do mercado reflecte-se numa penalização dos principais índices bolsistas. Mas reflecte-se também numa perda de valor do euro face às restantes principais moedas, particularmente contra o dólar. No mercado das commodities, o preço do petróleo também reagiu em baixa, uma vez que os últimos desenvolvimentos contribuem para renovadas dúvidas acerca do enquadramento económico europeu e mundial. O que fomenta a revisão em baixa das expectativas de procura por commodities.

15 de Maio de 2012
15:31
 
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