A Agência Internacional de Energia (AIE), entidade associada aos países consumidores, criticou o plano do presidente Barack Obama de apertar a fiscalização do mercado petrolífero.
Em resposta a uma decisão dos Estados Unidos e da Europa de reprimir o que vêem como especulação excessiva com derivativos nas Bolsas de commodities, a AIE prevê o risco de forte oscilação nos preços. A proposta do presidente norte-americano de conferir à CTFC (Comissão de Transações de Commodities e Futuros) autoridade para combater a forte volatilidade ou prevenir a manipulação e especulação excessiva pode ter efeito contrário ao pretendido, afirma a AIE. Para a AIE a elevação das exigências para os operadores que compram e vendem contratos futuros de petróleo poderia tornar os preços mais voláteis e concentrar posições nas mãos dos grandes especuladores sem afectar os níveis de preços.
Os Estados Unidos lideram um movimento para reduzir o risco sistémico de mercados através de um aperto na regulamentação.
Esforços nesse sentido foram incorporados à Lei Dodd-Frank, que amplia a autoridade de agências regulatórias como a CTFC, que quer elevar a alíquota das margens --o montante que um operador está obrigado a depositar na Bolsa para garantir as suas transações.
A AIE prevê, em relatório, que os preços do petróleo continuem altos este ano devido às tensões entre o Irão e o Ocidente. A organização admite que a oferta mundial de petróleo tenha subido, graças a avanços na produção dos países da Opep e dos Estados Unidos.