Pela sexagésima primeira vez, Petro de Luanda e o 1º de Agosto jogam o clássico do futebol, neste Domingo no Estádio 11 de Novembro, na maior partida da 12ª jornada do Girabola.
As duas equipas apresentam-se em igualdade circunstancial, pontual e competitiva.
As coincidências estendem-se até aos números que cada uma das equipas produziu no presente Girabola.
A única diferença reside no facto dos militares consentirem menos golos do que os tricolores, mas na prática têm os mesmos números.
Os tricolores ganharam seis jogos, perderam dois, consentiram três empates e sofreram 11 golos. Os mesmos números que os militares apresentam. Ou seja, seis vitórias, duas derrotas e três empates, além de terem consentido oito golos, o que resulta no mesmo ´gol average´.
As duas equipas abdicaram da política de contratação de jogadores sonantes, privilegiando jovens. Os tricolores iniciaram no ano passado este trabalho, pelo que Mirolsav Maksimovic estará mais pressionado do que o seu colega de profissão, Romeu Filemon.
Os tricolores, na teoria, tiveram um ano de rodagem competitiva, sem qualquer pressão de ganhar o título, uma situação que se altera substancialmente esta época. O período de graça acabou, tendo a direcção do Petro de Luanda oferecido ao treinador sérvio jogadores experimentados como Catongo, Traore e Osório, precisamente para conquistar o título.
Para Romeu Filemon este é ainda um ano de graça, onde se admite erros, inclusive a não conquista do título. No entanto, para os adeptos militares ganhar ao Petro de Luanda, principal adversário no Girabola, pode significar concessão de maior liberdade ao treinador durante a época. Ou seja, Filemon ganharia maior tolerância por parte dos adeptos.
Foi assim com sérvio Drulovic, que no seu ano de estreia na competição nacional, ganhou aos tricolores por 1-0; na segunda volta arrancou um empate e mesmo não tendo ganho o Girabola os adeptos sempre o ´engoliram´.
Em 2011, Drulovic voltou a ganhar ao Petro de Luanda na primeira volta por 2-1, e a sua demissão foi uma decisão da direcção e não resultante da pressão dos adeptos.
Perder o clássico pode encurtar a simpatia a Romeu Filemon poir parte da massa associativa do clube.
É fundamentalmente a rivalidade que opõe as duas equipas que coloca pressão nos ombros de Romeu Filemon.
Para Maksimovic, já não há qualquer tolerância por todas as razões avançadas, situação que piora com a goleada inesperada sofrida pelos tricolores na ronda passada, tendo deixado os adeptos desapontados, o que resultou em actos pouco dignifi
cantes para o futebol, como partir as cadeiras da Cidadela.
A igualdade circunstância não impede, no entanto, que os tricolores sejam historicamente favoritos.
Em 60 partidas jogadas, o Petro de Luanda somou 28 vitórias, contra 16 do 1º de Agosto. Pelo meio, registouse dezasseis empates.
Além da exigência dos seus adeptos, Petro de Luanda e o 1º de Agosto são obrigados a ganhar para não permitirem que o Recreativo do Libolo alargue a sua vantagem, que já vai em sete pontos. Os campeões em título defrontam o Sporting de Cabinda, último classificado, e têm todas as possibilidades de vencer e aumentar a vantagem para dez pontos sobre uma das equipas de Luanda.
Além do Recreativo do Libolo, tricolores e militares têm pela frente o Atlético Sport Aviação(ASA), segundo classificado, com mais três pontos e pode fugir igualmente se vencer o