| info@opais.net
parcialmente encoberto
Luanda
Clique para aceder á Revista
RSS

Comissão Nacional Eleitoral

Kipoy não tinha pensado em Edeltrudes

Numa sessão extraordinária presidida pelo comissário Lucas Quilundo, eleito entre os pares, a plenária que reuniu a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) elegeu Edeltrudes Costa para presidente nos 30 dias seguintes, com base no artigo 20º da Lei Orgânica e Funcionamento da CNE. A reunião teve lugar na sede da Comissão, na terça-feira, 22.

O novo presidente da CNE foi eleito por unanimidade, obtendo doze votos. Uma informação não confirmada diz que o nome de Edeltrudes Costa foi avançado por Raul Araújo, ele próprio na sua última participação como comissário, já que viria a ser substituído na tarde do mesmo dia pela Assembleia Nacional. Mas Edeltrudes não foi o candidato inicial de toda a gente, o comissário Kipoy Watela Chimbelengue, por exemplo, é citado por uma fonte como tendo declarado que tinha pensado num outro candidato.

A lei diz no seu ponto 2 que: “Na impossibilidade temporária de o Presidente indicar o seu substituto, 1/3 dos Membros da Comissão Nacional Eleitoral convoca o Plenário, que por meio de votação, elege o substituto, por um período não superior a 30 dias”. No ponto seguinte, lê-se que: “A reunião referida no número anterior é presidida pelo Membro da Comissão nacional Eleitoral que tenha merecido a maioria dos votos dos presentes naquela reunião”.

Edeltrudes já com UNITA

Isaías Chitombe, Cláudio Silva e Horácio Junjuvili foram entretanto, no mesmo dia 22 de Maio, designados comissários da CNE sob proposta do partido UNITA, compondo assim a representatividade dos partidos com acento parlamentar. A UNITA tinha condicionado o ingresso dos comissários por si indicados ao julgamento, pelo Tribunal Supremo, do recurso entreposto por alguns partidos na Oposição (UNITA, PRS e Bloco Democrático) por considerarem que a antiga presidente da CNE, Suzana Inglês, estava no cargo sem a devida defesa da Lei. Assim, nas sessões ordinárias do Plenário da CNE que Edeltrudes Costa deverá presidir até ao fim dos seus trinta dias de mandato, tornar-se-á no primeiro presidente a contar com a totalidade dos membros da Comissão previstos por Lei. A elaboração dos cadernos eleitorais e a sua publicação deverá marcar boa parte do trabalho de Edeltrudes Costa a frente da CNE. E a primeira reunião teve lugar no dia seguinte ao da eleição. O novo presidente, já com a Comissão composta, presidiu a uma reunião em que os pontos agendados previam a aprovação dos cadernos eleitotal e a cedência de uma cópia do Filcheiro Informático do Registo eleitoral (FICRE) ao Tribunal Constitucional.

José kaliengue
25 de Maio de 2012
12:05
 
0
 

Comentários

Nome

E-Mail

Comentário


Enviar Comentário
 

Newsletter



Subscreva tambem a newsletter da Exame

Capas da edição nº 235

 
 
 
Assine OPaís Online