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Três aldeias

À espera da 2ª fase

Com excepção do Passos Diogo, que viu todos os seus moradores alojados, existem ainda habitantes destas cinco povoações que entraram nesta primeira fase que aguardam pela segunda.

Na Kindemba, por exemplo, tinham sido registadas 42 famílias, segundo o coordenador Viegas Lourenço. Ainda restam “18 ou 19 para receberem as suas casas”.

No Luís Miguel apenas o seu responsável João Manuel Cristovão e anciã Maria Simão foram contempladas.

Mais de 100 outros integrantes aguardam pela bendita segunda fase.

“Quando começou o registo, as pessoas que estão em Luanda não foram abrangidas. Foi só mesmo para aqueles que sofrem com as enchentes das águas aqui em Caxicane”, explicou o soba geral de Icolo e Bengo, Andrade João Mendes, garantindo que “até hoje recebemos ligações destas pessoas”.

Os coordenadores Cristovão, Lourenço e Liberato acreditam que os seus conterrâneos serão beneficiados assim que as outras residências estiverem concluídas. É a mensagem que têm recebido da secretaria do Estado para o Desenvolvimento Rural, Filomena Delgado, o rosto principal do Projecto Integrado da Nova Aldeia de Caxicane.

“Eles sabem que a obra não para por aí, porque o projecto está para 600 residências. Só são ainda 300 famílias e resta igual número”, disse um dos coordenadores, realçando que “nos encontros que têm mantido com a secretária do Estado levamos para eles sempre a esperança de que um dia vão ter mesmo as suas casas”.

Independentemente destas incertezas, os que já habitam na nova centralidade acreditam que se mudou a imagem do território onde nasceu o primeiro presidente de Angola, Agostinho Neto. “Onde estávamos não era digno para a sua imagem”, rematou João Manuel.

25 de Maio de 2012
14:09
 
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