
O responsável da empresa Adisandra Grupo, Adriano Campos, que construiu a nova aldeia de Caxicane, explicou que passaram por várias etapas até à conclusão da primeira fase.
Inicialmente, o projecto contemplava apenas 200 residências mas depois constatou-se que havia necessidade de estender este número para 600.
A fase inicial contempla 300 casas e uma cifra semelhante na segunda. O percurso foi um pouco doloroso por causa da crise financeira internacional que obrigou a paralisação do mesmo durante algum tempo.
“Mesmo assim, paramos a volta de 30 por cento. E depois houve o restabelecimento da economia no país e a conclusão do projecto”, contou o empreiteiro.
O contrato assinado estabelecia um ano, mas o projecto demorou quatro devido aos contratempos verificados.
Outra das causas da entrega tardia foi a falta de água e luz, o primeiro já garantido.
“Em princípio, temos tudo concluído para que até dia 25 (hoje) os habitantes tenham água potável da rede”, garantiu Adriano Campos, explicando que “colocamos um fontenário para apoiar as residências porque a tubagem de distribuição ainda não está completa em todas as habitações”.
Explicou ainda que no imóvel inacabado, que os locais chamam shopping, será um centro de serviços rurais, com instituições como a EDEL, EPAL, repartições do Ministério da Justiça e outros serviços complementares para que os populares não se desloquem constantemente da vila.
Campos diz que espera algumas modificações no contrato para o arranque da segunda fase. O acordo foi firmado em 2008 quando uma daquelas residências custava cerca de 28 mil dólares norte-americanos, mas actualmente o valor elevou-se até 45 mil dólares norte-americanos. A empresa foi também responsável pela construção do aviário, centro profissional, creche, hospital, um jango, rede de distribuição de água e energia.
Cerca de 150 trabalhadores participaram no início da construção desta obra. O número reduziu durante a crise económica que perigava o pagamento de salários e outros serviços.