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Economia Mercados

Derrapagem

O Facebook passou a estar cotado em bolsa a partir da última sexta-feira, dia 20 de Maio. Tratou-se porventura da mais aguardada estreia no mercado de capitais de sempre. Mal começaram as negociações no mercado nova-iorquino, mais precisamente no tecnológico Nasdaq, a empresa de Mark Zuckerberg disparou 12,5%, passando dos USD 38 para os USD 43.

Contudo, ainda não havia transcorrido meia hora e já os títulos representativos do capital da maior rede social do planeta começaram a aliviar, passando para os USD 39,7. E segunda-feira as acções do Facebook continuavam a derrapar. Na terça-feira recuavam, logo no início da sessão, 8%, o que colocava o valor de cada título nos USD 31 por acção. Em apenas duas sessões a rede social perdia 18% do valor da sua oferta de venda inicial, que se situara nos USD 38. E, como não bastasse esta derrapagem, um investidor, de nome Phillip Goldberg, processou a Nasdaq OMX Group Inc. por «má gestão» das acções do Facebook no seu arranque em bolsa, ao atrasar a negociação e ao não cancelar a compra de acções quando foi solicitada pelos investidores.


Necessidade

Para a Fitch Ratings, os 29 maiores bancos do mundo podem precisar de um total de USD 556 biliões para cumprirem com regras de capital mais rígidas, reduzindo os seus retornos e pagamentos de investidores e elevando as cobranças de clientes. A agência de classificação de crédito estudou 29 bancos indicados pelas principais economias do mundo (G20) como instituições financeiras globalmente importantes. A lista inclui o Barclays, Deutsche Bank, Goldman Sachs, HSBC, JPMorgan Chase, e UBS. A Fitch assinala que os bancos representam USD 47 triliões em activos e podem ter de reforçar o capital para cumprir com as novas exigências globais de Basileia III.


Inédito

Nos Estados Unidos, a indústria cinematográfica, mais habituada a expandir-se rumo a outros países do que a ser engolida por concorrentes externos, experimentou, no passado fim-de-semana uma inversão de papéis. A AMC Entertainment, uma rede que reúne 5.028 salas de cinema nos Estados Unidos e Canadá e atrai, anualmente, 200 milhões de espectadores, foi comprada por um conglomerado privado chinês, o Dalian Wanda Group, por USD 2,6 biliões. A empresa ocupa a segunda posição do ranking norte-americano do sector; por seu lado, a Dalian é líder na Ásia tornano-se, com a concretização desta aquisição, a maior rede de salas de cinema do mundo. O grupo chinês revelou que parte dos USD 2,6 biliões serão canalizados para o pagamento de dívidas e que realizará, além disso, um investimento superior a USD 500 milhões na AMC, o que elevará o valor do negócio a USD 3,1 biliões. O jornal Los Angeles Times sublinhou tratar-se do maior investimento já efectuado por uma empresa chinesa na indústria de entretenimento dos Estados Unidos.

Normalmente, no sector cinematográfico o capital percorre o caminho inverso: sai dos EUA e vai para a Ásia. Por exemplo, as americanas News Corp, Walt Disney e DreamWorks efectuaram recentemente investimentos na China.


Taxa

O Parlamento Europeu deu quarta-feira luz verde à taxa sobre transacções financeiras, por larga maioria, argumentando que deve avançar, mesmo que sejam só alguns EstadosMembros a adoptá-lo. Reino Unido, Chipre, Malta e Suécia já fizeram saber que não tencionam aplicar qualquer taxa sobre a banca e similares. A taxa proposta pela Comissão (0,1% para as acções e títulos e 0,01% para derivados) são considerados adequados e os fundos de pensões devem ser o único sector isento de imposto», lê-se na nota publicada no site do Parlamento Europeu. O último inquérito Eurobarómetro revela que 66% dos europeus estão a favor desta taxa sobre as transacções financeiras, que deve ser melhorada para abranger mais investidores e evitar a evasão fiscal. A aplicação desta taxa pode gerar recursos estimados em € 60 mil milhões.

28 de Maio de 2012
16:19
 
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