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União Europeia

UE doa mais de um milhão de Euros para o processo eleitoral

No quadro do referido financiamento, de acordo com a mesma fonte, ao abrigo do instrumento europeu para a democracia e os Direitos Humanos (EIDHR) organizações da sociedade civil em Angola serão apoiadas para a promoção de iniciativas que visem o diálogo entre a comunidade e o Governo, bem como de educação e mobilização dos eleitores para o acto eleitoral. No que toca ao trabalho dos órgãos de comunicação social, poderão ser apoiados para acompanhar as eleições e organizar debates pluralistas com candidatos políticos.

“Ao mesmo tempo, a União Europeia tem apoiado o trabalho dos órgãos de gestão eleitoral em Angola, através do projecto de apoio aos ciclos eleitorais nos PALOP e Timor Leste. Este projecto visa reforçar as capacidades institucionais e funcionais da Comissão Nacional Eleitoral, adaptando-as as necessidades específicas dos países lusófonos”, acrescentou Carolina Cordeiro, que falou ao o PAÍS a margem da conferência “Angola e Europa: perspectivas de parceria”, que decorreu recentemente na Faculdade de Economia.

Durante o evento, a chefe da Secção Política da Delegação da União Europeia em Angola informou que continua a ser negociado o acordo de cooperação que vai guiar a cooperação denominado “Caminho Conjunto Angola-União Europeia”. “Este documento estratégico visa elevar a um novo patamar o relacionamento entre ambas as partes, através do aprofundamento do diálogo político e económico e da cooperação em áreas estratégicas, de interesse comum.

O novo acordo de parceria, ao que apurámos, ganhou mais impulso com a visita do Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, em Março deste ano, que discutiu as linhas gerais com as autoridades angolanas. Através da nova estratégia de cooperação, cujo valor não foi revelado, a União Europeia (EU) vai apoiar áreas chaves da economia angolana, incluindo os sectores dos transportes, ciência e tecnologia e questões ambientais.

Numa altura em que a UE enfrenta uma grave crise económica, Carolina Barata realça que “Angola é um parceiro de longa data” e que a situação na Europa não põe em causa o relacionamento entre as duas partes.

“Pelo contrário, estamos a atravessar um período de revitalização e fortalecimento da nossa relação”, frisou.

Na mesma senda, o Secretário de Estado angolano para o ensino superior, Adão do Nascimento, que participou da conferência “Angola e Europa: perspectivas e parcerias” referiu que a visão de relacionamento a privilegiar entre Angola e a União Europeia “pode e deve favorecer parcerias em todos os domínios da actividade, desde que exista e se aprofunde permanentemente o conhecimento, o respeito e a valorização dos referências e da visão de desenvolvimento que guiam cada parceiro”.

Importa realçar que a referida conferência, que decorreu recentemente, lotou o auditório da Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto, e foi uma oportunidade única de debate entre especialistas que abordaram, de forma franca, os caminhos para a cooperação entre as duas partes. Como oradores participaram Carolina Barata, Chefe da Secção Política da Delegação da UE, Carlos Rosado, jornalista e economista, Rafael de la Torre, em representação da HOMT Infrastrutures e Manuel Nunes Júnior, professor da Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto.

A conferência contou com a presença do embaixador da União Europeia em Angola, Javier Puyol, que realçou a importância do evento, que surge na senda da visita do presidente da Comissão Europeia a Angola, tendo destacado o bom momento nas relações entre a UE e o nosso país.

Suzana Mendes
1 de Junho de 2012
14:06
 
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