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Novo quadro mais aparente

Numa ronda efectuada pelas principais áreas da cidade de Luanda, como é o caso da Nova Marginal, O PAÍS constatou o andamento das obras e plantação de palmeiras que aos poucos vão denunciando o quadro idealizado para o novo cartão postal da urbe.

A área não está aberta ao público, entretanto, muito são os citadinos que se deslocam à baixa de Luanda com o propósito de se deleitar, ainda que ao longe, da nova paisagem.

Um deles é Manuel Quintino Pedro de 26 anos, morador no bairro Calemba II, que disse ter vindo ver com os seus próprios olhos o que tem ouvido dos outros.

“Eu só tenho escutado que isso está a ficar bonito, hoje vim ver pessoalmente, e não tenho dúvida de que está e vai ficar ainda mais bonito”, afirmou, tendo revelado que se passeou da Ilha do cabo até ao Mausoléu.

Visivelmente emocionado, Quintino apresentou-se um pouco céptico em relação à duração da beleza da Nova Marginal, já que, afirma, a experiencia já lhe mostrou que o angolano tem problemas em manter as coisas belas.

Um funcionário da empresa de construção MOTA ENGIL também se pronunciou sobre o assunto, ao ponto de atirar que “Eu duvido se isso vai fazer um ano, depois de reaberto.

Justificando, ele se baseou nos jardins e largos da capital que depois de reabilitados e abertos ao público não demoraram muito tempo para se estragarem. O construtor é de opinião que se crie uma lei cujo objectivo seja responsabilizar duramente aqueles que danificarem qualquer elemento do espaço.

Por sua vez, Cristina Moniz, funcionária pública, 47 anos de idade, acredita que os angolanos estão numa fase de mostrar que são capazes de cuidar de algo belo.

“Eu acredito que os angolanos já podem cuidar de um espaço público e em relação a este não fugirão da regra”, disse.

A questão da manutenção foi posta à direcção da Tecnocarro. Esta defende que se se tiver o cuidado de proceder a plantações que não apelem ao mau trato, os cidadãos não têm outra alternativa senão preservar o bem.

Aliás, foram peremptórios em afirmar que “Temos de admitir com felicidade que quando o cidadão é bem tratado ele corresponde com a sua atitude. Como exemplo, citaram a avenida comandante Gika, no Alvalade, onde depois de calcetada e contemplada com a colocação de palmeiras, verificaram a mudança de atitude por parte dos cidadãos no que à higiene diz respeito.

1 de Junho de 2012
14:38
 
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