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Oil & Gas

Shell

A gigante anglo-holandesaShell anuncia esta semana que irá abandonar os seus blocos de exploração da Líbia, devido ao clima de insegurança e aos contratos desfavoráveis. A gigante anglo-holandesa insistiu que ainda estava interessada no país que detém as maiores reservas de petróleo de África.

Mas esta decisão da Shell, lança uma nuvem negra sobre a recuperação de petróleo da Líbia já que a petrolífera tinha, originalmente, planeado investimentos consideráveis nos blocos onde operava.

A Shell tenciona suspender e abandonar os poços perfurados e parar a exploração na sua licença da Líbia, de acordo com um porta-voz da empresa, facto que foi confirmado por correio electrónico interno visto pela agência Dow Jones.

A produção de petróleo da Líbia tem rapidamente recuperado, desde da queda do Coronel Muamar Gaddafi, no ano passado. Mas as empresas estrangeiras queixam-se de contratos difíceis e de insegurança persistente. Os acordos, que o novo governo diz que não vão mudar, já levaram à saída de várias empresas.  De acordo com o porta-voz da Shell, “os resultados da exploração” (resultados antes do início da guerra civil na Líbia) eram decepcionantes e um aumento na exploração não será economicamente justificável.

Em 2004, a Shell assinou acordos preliminares com o regime de Gaddafi, envolvendo biliões de dólares em investimentos potenciais, desde a exploração à possível criação de uma planta de gás natural liquefeito.

Depois foi forçada a interromper as suas operações por razões que se prendem com o início da guerra civil em 2011. A Shell havia dito anteriormente que estava estudando um retorno para a Líbia.

Mas a insegurança, incluindo ataques frequentes sobre funcionários da indústria petrolífera, contribuiu para a sua decisão de abandonar os blocos de exploração, de acordo com peritos familiarizados com o assunto.

A Petrolífera britânica BP PLC gigante, que assinou um contrato de exploração de USD 900 milhões em 2009, está indecisa em retomar as suas operações na Líbia, em parte por razões de insegurança, enquan-to outras empresas mantiveram o retorno de expatriados a níveis mí-nimos. No entanto, um porta-voz da BP afirmou que ainda pretende voltar à Líbia.

 Num correio electrónico interno, a Shell Líbia disse que “pacotes de indemnização serão oferecidos a todos os funcionários, sendo que, a Shell vai continuar activamente a colaborar com o National Oil Co.

e autoridades líbias para explorar outras oportunidades de negócios”.“Esta não é uma saída do país, e umescritório de representação da Shellpermanecerá na Líbia”, acrescentase na carta.

Viramos agora as nossas atenções para Moçambique. Um executivo da Anadarko Petroleum Corp disse aos participantes no sétimo Brown Mayer, Conferência Anual de Ener-gia Global, em Houston que o país de Samora Machel poderá tornarse o terceiro maior exportador mundial de Gas Natural Liquefeito (GNL).

De acordo com o referido executivo, a empresa está a trabalhar com o governo moçambicano para estabelecer o quadro e regime fiscal para o desenvolvimento do projecto de GNL, o qual revestirá “um calibrenunca visto antes no continente africano.” Até lá!

Osvaldo Chipenda - Departamento de Petróleo e Gás LCF - Lourdes Caposso Fernandes & Associados
6 de Junho de 2012
12:15
 
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