
No mercado de dívida pública, mantém-se o movimento de subi-da das taxas de juro de longo prazo dos países periféricos da Zona Euro.
Destaque para a Itália que nas últimas emissões de títulos viu as taxas de juro subirem cerca de 20% face aos leilões anteriormente comparáveis. Por outro lado, as taxas de juro da dívida pública alemã continuam a beneficiar do estatuto de refúgio registando novos mínimos.

Os principais mercados bolsistas apresentaram comportamentos mistos. As últimas sondagens referentes às eleições gregas amenizaram os receios em torno da saída da Grécia do euro, o que se reflectiu positivamente no índice grego ASE que valorizou mais de 5%. Pela negativa, o índice bolsista espanhol IBEX desvalorizou mais de 5%, reflectindo o receio dos investidores face à sustentabilidade do sistema bancário espanhol.

A moeda única europeia continua a ser penalizada pelo sentimento de mercado que reflecte os receios em torno da evolução económica da Zona Euro e os desenvolvimentos políticos na Grécia, principalmente pelo facto de se intensificar a corrida entre os partidos, favoráveis ou não as medidas exigidas pelo FMI, CE e BCE para promover o equilíbrio orçamental.

O preço do petróleo continua a transaccionar em queda reflectindo o contexto de maior incerteza relativamente à Europa. O preço do WTI voltou a situar-se em níveis abaixo dos USD 90/ barril. Note-se que este é o patamar mais baixo desde Outubro de 2011.