Três meses depois do seu lançamento em Angola, a Robert Hudson deu-nos a oportunidade de experimentar a nova Ford Ranger cujo topo de gama impõe reacção urgente à concorrência para se defender deste ataque vigoroso, sobretudo da Toyota, cuja Hilux é considerada a rainha do segmento, mas não só. A XLT, com motorização e acabamento Limited, não só se revela atraente nos aspectos estético e ergonómico, mas sobretudo mecânico, pela cavalagem inédita em carinhas de uma tonelada a gasóleo.
Com 200 cv extraídos do motor 3,2 litros de cinco cilindros turbo diesel, destrona a Nissan Navara, que detinha vantagem no quesito pontência, com 173 cv, elevando a fasquia até aqui ao alcance das detentoras de motor a gasolina como a Mitsubishi L200 de 3,5 litros .
O propulsor transmite a elevada potência às rodas de 17 polegadas através de caixa de velocidades automática (com modo manual) de seis velocidades de fácil operação em qualquer situação pois as variações da tracção 4x4 em relações altas ( Hi ) ou baixas ( Low ) faz-se através de comutador rotativo electromagnético colocado ao lado da alavanca de velocidades.
O roncar do motor é uma novidade para os ouvidos. Habituados ao “grilar” dos motores de quatro cilindros, o cinco cilindros soa mais roco, poderoso, emocionante, a lembrar os potentes V6.
O torque elevado que chega cedo completa o poderio desta motorização que eleva a motricidade da nova Ranger para um novo patamar no segmento.
Estas propriedades proporcionam uma condução muito rápida, sempre com potência disponível, quer se utilize os modos manual ou automático, deixando-nos o último a possibilidade de desfrutar de condução desportiva.
A sua direcção ágil e precisa, permite maneabilidade de turismo que, associada à elevada capacidade de aceleração, proporciona condução comparada à de um “GTI”. O comportamento é não apenas são mas eficaz, com auxílio de controlo de estabilidade automático e a travagem está ao nível.
Não tivemos oportunidade de sair do asfalto, mas o elevado valor conjunto motor transmissão e os pneus 265/65 R17 para lama são o garante de eficiência em off-road, para o que contribuem também a boa qualidade do novo chassis, supensões e altura ao solo.
O “ventre” da XLT Limited está preparado para os trilhos com protecção sob o motor transmissão e suspensão dianteira. Há 20 anos no mercado internacional, a carrinha Ford Ranger deu um passo decisivo para a sua melhor imposição no segmento.
A T6, de nome de código, apresenta-se em nítida evolução da J97, em design, espaço interior, conforto, capacidade de carga e mecânica, que estabelecem novo standard para o tipo.
A Ranger 2012 tem uma design dinâmico, assentuado pela frente em cunha, linha de cintura inclinada e carroçaria mais profunda e mais longa.
De maiores dimensões do que anterior, a nova carrinha, de cabine dupla, oferece mais espaço interior e capacidade de carga recorde na classe.
O nível de conforto foi elevado na versão Limited, que inclui interior em pele, assento do condutor de regulação eléctrica, equipamento áudio com Bluetooth e telefone integrado com comandos no volante.
Neste reside talvez o único defeito que encontrámos na Ranger. Embora forrado a pele, a sua fraca espessura torna-o pouco ergonómico e desconfortável.