Um tribunal militar da Tunísia condenou esta quarta-feira o ex-Presidente Zine al-Abidine Ben Ali a 20 anos de prisão por incitamento à violência durante os protestos contra o seu regime ocorridos no ano passado.
Tratou-se de um julgamento sem a presença do réu, que se encontra na Arábia Saudita com a sua família desde Janeiro de 2011; fugiu da Tunísia país quando se tornou claro que a revolta contra o seu regime seria bem sucedida. Não foi o primeiro julgamento de Ben Ali, já condenado a décadas de prisão por corrupção e incitamento à tortura.
Em Maio, outro tribunal, também militar, pediu a pena de morte para o antigo ditador, acusando-o da morte de vários populares que tomaram parte na revolta. Foi feito um pedido de extradição à Arábia Saudita, porém as autoridades de Rihad não deverão fazê-lo.
Até agora, e passado mais de um ano desde o início da Primavera Árabe (que levou à deposição de Ben Ali e do egípcio Hosni Mubarak) nem um alto funcionário do antigo regime foi condenado pela morte de manifestantes, o que tem motivado duras críticas às novas autoridades.
Esta nova condenação prende-se com mortes ocorridas durante a tentativa de fazer sair do país um sobrinho de Ben Ali.