Foi por intermédio de um draft do gabinete jurídico da Endiama que os integrantes do consórcio Tchiege foram informados de que a participação de 26 por cento já não existia e que “dentro da boa fé e boa vontade da empresa” seria concedido uma participação de 16 por cento.
Mas esta inclusão estava condicionada pelos resultados que forem obtidos na referida concessão, razão pela qual se não houve produção a permanência seria impossível.
“Um dos acordos que temos, entre a Endiama, Escom e Tchiege visava a integração na administração do consórcio.
Mesmo assim eles não cumprem isso”, acrescentou a fonte deste jornal. Os afastados ainda fizeram uma contraproposta, mas nunca receberam uma resposta sequer. Contam que das poucas vezes que conseguiram falar com o PCA da Endiama por telefone receberam sempre a informação de que “as coisas estão a ser tratadas”. “Mas até quando?”, questionou-se os interessados, revelando “que cada um de nós pagou 50 mil dólares em 1992 e muitos não conseguiram devolver este valor aos bancos como previam”.
Uma das razões avançadas pelos nossos interlocutores para se manterem no anonimato está associado a uma das cláusulas do contrato inicial que pede absoluta confidencialidade em quase tudo. Proíbe os membros do consórcio de realizarem anúncios públicos, inclusive para bolsas de valores ou comissões de valores mobiliários. Não admite igualmente a divulgação de dados técnicos, económicos, contabilísticos, relatórios, analises, resultados, mapas, gráficos e outros registos.