O presidente da Fundação de Novo Jornalismo Ibero-Americano (FNPI), fundada por GabrielGarcía Márquez, escreveu na sua conta Twitter que o escritor não sofre de demência, confirmando no entanto que Gabriel tem problemas de memória.
A reacção de Jaime Abello surgiu logo depois de o irmão de Gabriel García Márquez ter falado pela primeira vez em público sobre o estado de saúde do escritor, que há vários meses têm gerado muitos rumores.
Jaime García Márquez disse então que HYPERLINK “http://www.
publico.pt/Cultura/gabriel-garciamarquez-sem-memoria-nao-voltara-a-escrever-1553879” o escritor tinha perdido a memória, tinha sido diagnosticado com demência – um problema recorrente na família – e que por causa disso deixaria de escrever.
No entanto, Jaime Abello Banfi escreveu no Twitter que HYPERLINK “http://twitter.com/Jaime_Abello/ status/221642848200687616” “Gabo [como é conhecido o escritor colombiano] não está demente” mas admitiu que, de facto, o escritor tem problemas de memória. “Envelheceu e esquece-se das coisas, mas ainda o posso disfrutar como amigo.” O presidente da FNPI, que é também amigo de Gabriel García Márquez, sustentou ainda que HYPERLINK “https:// twitter.com/Jaime_Abello/status/221644199320223745” “_ blank” “não há diagnóstico médico de demência”.
Com ou sem diagnóstico, é certo que o escritor perdeu a memória e, por isso, não voltará mais a escrever, como revelou o irmão. “Infelizmente acho que não vai ser possível, mas oxalá esteja equivocado”, contou Jaime García Márquez numa conferência em Cartagena das Índias, explicando que o irmão já nem conhece os amigos e familiares. “Às vezes choro porque sinto que o estou a perder.” A demência causa, além da perda progressiva de memória e a capacidade de pensar com clareza, mudanças de humor e personalidade, mas o Prémio Nobel da Literatura ainda não foi afectado por estes sintomas.
E continua a “conservar o humor, a alegria e o entusiasmo”, como destacou o irmão.
Em Abril deste ano, a Organização Mundial de Saúde alertou que os casos de demência, causada em grande parte pela doença de Alzheimer, vão duplicar até 2030 e mais que triplicar até 2050, atingindo 115,4 milhões de pessoas no mundo.
Actualmente existem cerca de 35,6 milhões de pessoas no mundo atingidas pela demência, que é geralmente crónica, causada por diferentes doenças do cérebro que afectam a memória, o raciocínio, o comportamento e a capacidade de realizar actividades quotidianas.