A EXXON Mobil Corporation anunciou na segunda-feira que a sua subsidiária Esso Angola deu início a produção de petróleo da primeira fase do projecto de exploração de áreas adjacentes do campo Kizomba no offshore angolano.
O projecto visa atingir na fase de maturação cerca de 100.000 (cem mil) barris de petróleo dia retirados de dois poços de águas ultra profundas denominados Mavacola e Clochas. O projecto de exploração dessas áreas adjacentes tem a previsão de extrair cerca de 250.000.000 (duzentos e cinquenta milhões) de barris de petróleo provenientes dos referidos campos, localizados cerca de 152km (cento e cinquenta e dois) quilómetros da costa no offshore angolano.
Os trabalhos dessa primeira fase nas áreas adjacentes do campo Kizomba incluíram a ligação das instalações de transporte de petróleo de dezoito poços já em operação no campo para os FPSO (unidades de armazenamento de petróleo) ai localizados.
A Esso apresentou o resultado realçando que o projecto foi conduzido em respeito da legislação angolana de local content, nomeadamente o Decreto 48/06, de 1 de Setembro e o Despacho 127/03, de 25 de Novembro. Os diplomas referidos regulam a contratação para o fornecimento de bens e serviços pelas empresas do sector petrolífero. Segundo o Presidente da ExxonMobile Development Company, o projecto beneficiou em cerca de USD 1.5 biliões empresas locais, contratadas para fornecer equipamentos e prestar serviços, que incluíram a formação do pessoal angolano, fabricação de equipamentos e logística. Segundo o mesmo, quase 100% (cem) por cento das plataformas e equipamento subaquático foi produzido em Angola tendo o consórcio despendido mais de dez mil horas de formação ao pessoal angolano envolvido no projecto.
A Esso é a operadora do Bloco 15 com uma participação de 40% e tem como parceiras no bloco a BP, Eni SpA e a Statoil ASA. O preço do petróleo continua a demonstrar uma certa volatilidade aos indicadores da economia mundial e aos dados da indústria petrolífera mundial. No início da semana o preço do petróleo caiu no mercado internacional fruto de factores como o fim da ameaça de greve dos trabalhadores do sector petrolífero na Noruega e de indicadores de um fraco desempenho da economia mundial com a consequente redução da procura do petróleo como fonte de produção de energia.
Analistas indicavam que a paralisação da indústria petrolífera norueguesa que produz cerca de 2.000.000 (dois milhões) de barris de petróleo dia poderia colocar uma pressão na procura com a subida dos preços deste produto.
Exemplo da fraca procura de petróleo apontava-se a China que reduziu as importações de petróleo como reflexo da retracção no crescimento económico naquele gigante asiático.
O preço do petróleo comercializado no mercado de Nova Iorque para entrega em Agosto havia caído cerca de USD 2.08 (dois dólares e oito cêntimos) para os USD 83.91 (oitenta e três dólares e noventa e um cêntimos) por barril. Por sua vez, o brent vendido em Londres havia caído USD 2.35 (dois dólares e trinta e cinco cêntimos) para os USD 97.97 (noventa e sete dólares e noventa e sete cêntimos).
Noticias publicadas na quartafeira, por sua vez, apontavam para a recuperação nos preços do petróleo, com subidas de USD 1.09 em Nova Iorque e USD 0,98 (noventa e oito cêntimos de dólar) em Londres.
Tal subida é justificada pelo optimismo na recuperação da economia mundial, sendo que a indústria automóvel chinesa anunciou um aumento de 16% (dezasseis por cento) na produção de automóveis de passageiros.
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Até lá!
Osvaldo Chipenda Departamento de Petróleo e Gás LCF – Lourdes Caposso Fernandes & Associados