| info@opais.net

Luanda
Clique para aceder á Revista
RSS

economia mercados

síntese noticiosa sobre os mercados internacionais

revisão

O FMI, Fundo Monetário Internacional, na sua atualização do ‘World Economic Outlook’ reviu em baixa as previsões para a taxa de crescimento da economia mundial, que prosseguirá o abrandamento verificado desde 2011.Depois de uma taxa de crescimento de 5,3% em 2010, quando terminou a primeira fase da actual Grande Recessão, o crescimento mundial abrandou para 3,9% em 2011 e o FMI estima que abrandará ainda mais em 2012, com uma previsão de 3,5%. Em 2013 a previsão é que regresse a um crescimento de 3,9%. Estamos longe obviamente da recessão de 2009, quando o PIB mundial caiu 0,7%.A revisão implicou um “corte” de 0,1 pontos percentuais na previsão para 2012 e de 0,2 pontos percentuais para 2013. O “corte” em 2012 derivou de uma apreciação menos optimista para a taxa de crescimento nos EUA, Reino Unido, Novos Países Industrializados da Ásia, Índia, China (neste caso, a previsão é, ainda, de 8% em 2012, ao contrário do que pensam muitos analistas que preveem um crescimento abaixo desse patamar) e Brasil. Para 2013, o “corte” deriva de um corte nas expectativas para a zona euro no conjunto, Espanha, Reino Unido, Índia e China. Nos BRIC, o abrandamento mais importante e continuado desde 2011 é o da Rússia, e no conjunto do G20 o do México. O Brasil, a China, a Índia, a África do Sul e os Novos Países Industrializados da Ásia conseguirão taxas de crescimento mais elevadas em 2013 do que as previstas para 2012.  

tranche

Portugal vai receber mais € 1,48 mil milhões do FMI o âmbito do pacote de ajuda ao país e na sequência da nota positiva na quarta avaliação ao programa de ajustamento levado a cabo pelo governo de Passos Coelho. O relatório do Fundo Monetário Internacional deixa várias recomendações ao executivo, como o corte de mil milhões do lado da despesa, e encoraja Portugal a manter o objectivo de défice em 4,5% para este ano – ‘atingível’, refere uma responsável do Fundo – e 3% para 2013.Registe-se que, no âmbito do programa de ajuda externa negociado com o FMI – Fundo Monetário Internacional, BCE – Banco Central Europeu e Comissão Europeia, o pacote financeiro de ajuda a Portugal ascende a € 78 mil milhões, para o qual o FMI contribui com € 29,7 mil milhões. Portugal recebeu já € 21,13 mil milhões de ajuda desse pacote total de 78 mil milhões. Na libertação desta tranche, os esforços do país mereceram palavras elogiosas ‘louvável’, foi uma das palavras referidas a propósito do caminho trilhado por Portugal. Nemat Shafik, a responsável do FMI que dirigiu a reunião de onde saiu a avaliação à implementação das medidas assinadas no memorando de entendimento, deixou uma nota positiva ao rumo que está a ser seguido por Portugal, não obstante – fez notar – o ambiente geral de dificuldade que se vive no espaço europeu. FMI elogia caminho das reformas estruturais – fundamental ‘para apoiar os esforços de consolidação’ e a implementação de mecanismos de controlo da despesa pública mais eficazes.

O Fundo lembra que o corte no défice orçamental deverá ser feito pelo lado da despesa na ordem dos dois terços.

Financiamento

O FEEF, Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, financiou-se a taxas negativas numa emissão de dívida de curto prazo, efectuada terça-feira, à semelhança do que tem acontecido em países como Alemanha e França. O FEEF emitiu dívida de curto prazo (a seis meses) a um preço superior ao valor nominal (100), o que produz uma rentabilidade negativa para os investidores.Para o mecanismo foi a primeira vez que tal aconteceu. Mas essa tem sido a tendência recente nas emissões de prazos mais curtos em países como a Alemanha e França.

resultado

O Goldman Sachs, o quinto maior banco norte-americano viu o seu resultado líquido cair 11% para USD 962 milhões no segundo trimestre de 2012. Apesar da queda, o lucro do Goldman Sachs superou as estimativas de 25 analistas contactados pela agência Bloomberg devido ao aumento, superior ao esperado, das receitas de gestão de activos. Estas cresceram 5% para um total de USD 1,33 mil milhões.

A receita do grupo caiu 9% face ao primeiro trimestre de 2011 e 33% face ao trimestre anterior para um total de USD 6,63 mil milhões mas ainda assim ficou acima das previsões dos analistas. No conjunto do primeiro semestre do ano, a receita do banco norte-americano caiu 14% para o nível mais baixo desde 2005.


12:07
 
0
 

Comentários

Nome

E-Mail

Comentário


Enviar Comentário
 

Newsletter



Subscreva tambem a newsletter da Exame

Capas da edição nº 239

 
 
 
Assine OPaís Online