A surpreendente aparição da CASA-CE no panorama político, ostentando níveis de implantação que suplantam até partidos estabelecidos há mais tempo, continua a evidenciar a força com a qual almeja alcançar a mudança. No próximo dia 31 do corrente, o presidente da coligação, Abel Chivukuvuku, abre oficialmente, em Luanda, o período de campanha política e “a expectativa por mudança da população é grande”, disse o secretário provincial da CASA-CE, no Zaire, Fernando Gomes João, para quem, “a partir deste momento só restará ir ao desafio”.
O político aponta como razões fundamentais para os eleitores aderirem ao chamado da mudança de regime o facto de a CASA-CE não ter antecedentes graves relacionados com os momentos mais dramáticos vividos pelos angolanos e as péssimas condições de vida da população.
“Os angolanos decidiram mudar o rumo das coisas e a CASA-CE assumiu-se como alternativa”, vincou Fernando João que acrescenta o facto de “o Zaire ter um desenvolvimento atrasado”, sublinhando a realidade de a província não ter estradas boas, dez anos depois de alcançada a paz.
“A população do Cuimba é esquecida, não tem acesso a estradas, o sector de restauração não funciona, não há combustível nas bombas de abastecimento e eu compro o litro de gasolina a oitenta Kwanzas”, pontualizou.
Referiu que há aldeias com as ruas iluminadas, mas as casas continuam às escuras e não há também oportunidades de emprego diversa do funcionalismo público.
Neste momento, a coligação já tem representações ao nível dos municípios e tem feito o seu trabalho de mobilização porta a porta, mas as atenções estão voltadas para o estratégico município do Soyo, onde a CASA-CE tem cerca de 8 mil militantes inscritos, segundo disse o seu secretário provincial.