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Programa de governo da UNITA é explicado hoje

Sob o slogan “31 de Agosto vamos lá”, a proposta de governo que a UNITA propõe aos eleitores angolanos  tem como fundo de enquadramento  sete pontos essenciais onde se destaca  que, a ser eleito, o seu líder será “o presidente de todos os angolanos”.

O porta-voz da UNITA, Alcides Sakala disse, a OPAÍS, ser este “o ponto de partida” da estratégia governamental  da UNITA.

Este dirigente do partido do  “Galo Negro” precisou que o programa do seu partido traz experiências acumuladas em 2008  e repousa sobre o pensamento do seu presidente, Isaías Samakuva, manifestado em Abril deste ano em Washington, que destacava os sete pontos fulcrais  de sustentação  de um governo liderado pela UNITA.

O segundo ponto do programa de governo deste partido põe ênfase no compromisso de trabalhar com todos os funcionários públicos independentemente da sua coloração política.

Alcides Sakala argumentou que, com esta atitude, o seu partido pretende “identificar  os melhores cérebros angolanos e convidá-los a formarem  um novo governo da UNITA.” A UNITA assume, na sua proposta eleitoral, o compromisso de resolver os principais problemas nacionais enquadrado no que é descrito como “os cinco programas de emergência nacional” em áreas de emprego, habitação, saúde, educação e segurança social.

O partido que, no escrutínio de 31 de Agosto,  vai concorrer em primeiro lugar no boletim de voto, propõese  também  a elaborar um programa nacional de combate à pobreza.

No quinto ponto do seu programa de governo, a UNITA reforça a necessidade do enquadramento e promoção  dos trabalhadores da função pública  e dos agentes do governo sem discriminação.

“Não haverá esta partidarização da função pública como estamos a viver agora em Angola”, reforçou o portavoz da UNITA, em declarações a este periódico.

Sakala disse que, em caso de vitória da UNITA, Isaías Samakuva deverá promover, em Setembro, um fórum alargado com todos os empresários nacionais.

“Pensamos que isto é essencial para ouvirmos o que é que o governo pode fazer se poder corresponder às prioridades económicas do país”.

Por último a UNITA propõe aos eleitores a adopção de uma cultura de  respeito à Lei por considerar ser um pressuposto “essencial para que a Constituição seja respeitada assim como os direitos e garantias individuais de todos os cidadãos.” Este partido pretende ainda que sejam institucionalizados os processos eleitorais por forma a torná-los “isentos e imparciais” .

 É intenção da UNITA, segundo o seu porta-voz, Alcides Sakala, “evitar situações que conduzem, muitas vezes, à tensão política e muitas vezes a uma conflitualidade”. Entretanto, o líder da UNITA, Isaías Samakuva, garantiu  esta semana que a “máquina eleitoral está afinada”, mas   defendeu  a necessidade de haver maior  liberdade, sem a qual,  “as pessoas vão votar sob  medo. Este voto que se faz com medo ninguém garante para onde vai.”  Falando às populações de Maquela do Zombo, na província do Uíge, para onde se deslocou em pré-campanha eleitoral, depois de ter estado no Huambo, Bié e Huíla, Sakamuva  denunciou que em Maquela do Zombo e em Quimbele, “os membros da CNE indicados pela UNITA estão a ser excluídos das reuniões da CNE.

Ninguém lhes diz nada. Com certeza que isso não pode ser aceitável. Nós orientámos os membros indicados pela UNITA na CNE para que não permitam essa situação, devem protestar junto das estruturas locais da CNE onde eles se encontram”.


Venâncio Rodrigues
11:59
 
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